Um think tank para acelerar o progresso do Brasil por meio da liberdade.

Rio de Janeiro
Joined July 2008
Salários mais altos, jornadas reduzidas e melhores condições de vida são aspirações legítimas, mas como sustentá-las em uma economia que avança tão pouco em produtividade? Nas últimas três décadas, o Brasil ampliou investimentos e força de trabalho sem alcançar ganhos proporcionais de eficiência, comprometendo seu potencial de crescimento e ampliando os desafios fiscais. Em artigo publicado na Exame, Matheus Gonzalez, associado do IEE - Instituto de Estudos Empresariais, analisa os impactos desse descompasso sobre salários, gastos públicos e o fim da escala 6x1. O autor também destaca a importância de reformas estruturais, investimentos em infraestrutura e maior eficiência econômica para viabilizar o desenvolvimento sustentável. Em um cenário de debates sobre o futuro do país, antes de discutir como distribuir mais riqueza, precisamos compreender como ampliar nossa capacidade de produzi-la. Leia a análise completa na Exame: exame.com/colunistas/institu…
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Com que idade o adolescente tem plena consciência dos seus atos? A maioridade penal varia ao redor do mundo, mas entre os 10 países que mais deram certo na segurança, nenhum adota inimputabilidade até os 18 anos. Isso não quer dizer que esses países coloquem adolescentes nos mesmos presídios que os adultos, mas ao contrário do Brasil, eles podem ser transferidos para o sistema penitenciário comum ao completarem 18 anos, além de ficarem com o registro em suas fichas criminais. Outra diferença é o tempo máximo de "internação". No Brasil, o máximo absoluto é de 3 anos, com liberação compulsória aos 21 anos. Já nestes outros países, o tempo pode ser bem mais longo, sendo prevista, inclusive, prisão perpétua em Singapura e na Irlanda. Em um caso concreto, em 2018, na Irlanda, Ana Kriégel, de 14 anos, foi atraída por um adolescente de 13 anos até uma casa abandonada, onde foi brutalmente assassinada por ele e outro garoto da mesma idade. O crime teve circunstâncias especialmente graves: houve premeditação, a vítima foi enganada e levada a um local isolado, sofreu agressões violentas na cabeça e no pescoço e também foi vítima de violência sexual. Segundo o juiz, os autores compreendiam a natureza e as consequências de seus atos, apesar da pouca idade. Em 2019, um deles foi condenado à prisão perpétua e o outro a 15 anos de detenção.
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Em 1991, quando o governo decidiu deixar de tabelar o preço do leite, o então ministro da Agricultura, Antonio Cabrera, lembra que a reação foi de verdadeira histeria. Para muita gente, permitir que o preço fosse formado pelo mercado parecia uma ameaça ao consumidor. Hoje, é difícil imaginar que o governo devesse voltar a decidir quanto deve custar um litro de leite. É um bom exemplo de como funciona a janela de Overton. Ideias consideradas radicais em uma época podem, depois de testadas pela realidade, tornar-se parte do senso comum. A abertura de mercados, o Plano Real, as privatizações e a transformação das telecomunicações brasileiras também enfrentaram enorme resistência. A Telebrás, por exemplo, foi privatizada em 1998 em meio a protestos e forte oposição política; décadas depois, ninguém considera razoável voltar ao tempo em que conseguir uma linha telefônica podia exigir anos de espera ou milhares de reais. O Brasil avançou várias vezes quando abandonou controles, monopólios e soluções baseadas na ideia de que o Estado deveria decidir mais do que consumidores, empresas e cidadãos. E muitas das forças políticas que mais combateram essas mudanças, hoje nem gostam de lembrar disso. Talvez uma das disputas mais importantes da política seja justamente esta: ampliar a janela do que a sociedade considera possível, para que aquilo que hoje parece ousado se torne apenas bom senso.
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Às vésperas de uma eleição, promessas de novos benefícios, serviços e incentivos costumam ocupar muito mais espaço do que a discussão sobre quem vai financiá-los. Mas nenhuma política pública é gratuita: seus custos aparecem em impostos, endividamento, inflação, cortes em outras áreas ou em uma combinação dessas alternativas. É justamente essa ideia que orienta "O mito do governo grátis", de Paulo Rabello de Castro, uma leitura especialmente oportuna para o período eleitoral. O livro ajuda a lembrar que decisões públicas envolvem escolhas, e que destinar recursos a uma prioridade significa deixar menos recursos disponíveis para outras. Chamar uma política de benefício ou de direito não elimina seu custo econômico. Antes de decidir quem deve governar, vale olhar para as promessas também por esse ângulo: quanto custam, de onde virá o dinheiro e quais efeitos permanecerão depois que a eleição acabar. O mito do governo grátis é a nossa indicação de leitura de hoje.
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Nos Estados Unidos, a facilidade com que um carro financiado pode ser retomado após a inadimplência costuma chamar a atenção de muitos brasileiros. O guincho pode chegar a qualquer hora, em qualquer lugar e sem decisão judicial, depois de parcelas não pagas. Mas isso é apenas a face mais visível de um sistema em que o descumprimento de contratos produz consequências concretas. Por trás disso está uma preocupação importante: o incentivo para honrar seus compromissos e não se comprometer com dívidas que não é capaz de pagar. Esse ponto importa porque devedores, bancos e empresas ajustam seu comportamento aos incentivos existentes. Se recuperar uma dívida se torna mais difícil, demorado ou incerto, emprestar passa a envolver mais risco. Esse risco tende a ser incorporado ao próprio crédito, seja por meio de juros mais elevados, exigências maiores para aprovação ou menor disposição para conceder novos financiamentos. Como ocorre no Brasil. Há também um efeito sobre o comportamento dos devedores. Renegociações muito vantajosas e perdões frequentes podem levar parte das pessoas a concluir que vale a pena adiar o pagamento e esperar condições melhores no futuro. Não significa que todos agirão dessa maneira, mas significa que a política pública passa a alterar o cálculo de quem precisa decidir entre pagar agora ou postergar a dívida. Renegociar débitos pode ser necessário. Em alguns casos, inclusive, é a única forma de recuperar ao menos parte de valores que dificilmente seriam pagos nas condições originais. A dificuldade surge à medida que esse tipo de solução deixa de ser percebido como excepcional e passa a entrar nas expectativas das pessoas. Pense em dois devedores. Um deles cortou despesas, adiou projetos pessoais e fez sacrifícios para manter os pagamentos em dia. O outro acumulou atrasos e, algum tempo depois, conseguiu um grande desconto ou até o perdão do débito. Diante desse contraste, é razoável perguntar qual mensagem o sistema transmite para quem terá de tomar decisões semelhantes no futuro. E não é à toa que a população brasileira segue super endividada após três "Desenrolas". Essa discussão ganha ainda mais relevância em uma reta final de eleição marcada pela aprovação de mais um amplo perdão de dívidas, desta vez voltado a microempreendedores individuais. A medida pode ter justificativas bonitas, mas seus efeitos não terminam no alívio imediato concedido aos beneficiários. Também importa considerar o comportamento que esse precedente pode estimular nos próximos anos, e nos motivos que levaram a esse endividamento. Um sistema de crédito saudável precisa encontrar espaço para ajudar quem enfrenta dificuldades sem produzir a sensação de que cumprir o contrato foi uma escolha financeiramente desvantajosa. Se o bom pagador começa a olhar para quem deixou de pagar e concluir que teria sido melhor fazer o mesmo, existe um sinal de que os incentivos deixaram de apontar na direção desejada.
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A inteligência artificial encurta em meses o tempo de difusão de novas tecnologias, mas transformar esse avanço em produtividade depende de competências que levam anos para ser construídas. Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, Claudio Shikida analisa o descompasso brasileiro entre a rápida chegada de novas habilidades ao mercado de trabalho e a capacidade de formar profissionais preparados para utilizá-las, recorrendo a dados do FMI e do PISA para mostrar como aprendizagem, criatividade e julgamento seguem no centro desse desafio. A reflexão aponta que o principal atraso do país pode não estar no acesso à IA, mas na formação de pessoas capazes de formular boas perguntas, avaliar respostas e usar a tecnologia como complemento, e não como substituta, do próprio conhecimento. Leia a íntegra: exame.com/colunistas/institu…
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A tecnologia pode devolver tempo, reduzir deslocamentos, simplificar tarefas repetitivas e dar mais autonomia. E esses ganhos não precisam se limitar à experiência do paciente. Eles também podem melhorar a rotina de quem trabalha na saúde. No novo artigo publicado na Exame, Joice Nilo Reis amplia a discussão sobre transformação digital e analisa como a inovação pode contribuir para um trabalho mais sustentável. Isso passa por reduzir sobrecargas, reorganizar processos e usar a tecnologia sem perder de vista aquilo que permanece essencial no cuidado: o conhecimento, o julgamento e a capacidade humana. Leia o artigo completo em nosso espaço da Exame: exame.com/colunistas/institu…
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Em ano eleitoral, novas despesas costumam ser apresentadas pelo benefício que oferecem, mas raramente pelo custo que carregam. O orçamento público tem limites e, quando o governo decide gastar mais, a conta precisa aparecer em algum lugar: pode vir na forma de impostos maiores, da redução de recursos destinados a outras áreas ou, em determinadas circunstâncias, da expansão da quantidade de moeda na economia. Aumentar impostos reduz a renda disponível das famílias e os recursos das empresas para investir, produzir e contratar. Redirecionar verbas significa escolher qual outra prioridade receberá menos dinheiro. E aumentar a quantidade de moeda não cria mais bens e serviços, ao contrário: quando há mais dinheiro disputando a mesma oferta de produtos, cresce a pressão sobre os preços e vem a inflação. Por isso, diante de uma nova promessa de gasto, não basta perguntar quem será beneficiado. É preciso saber quanto ela custará, como será financiada e quem, no fim, pagará a conta. Porque dinheiro público não surge do nada: ele sai, direta ou indiretamente, do bolso da própria população.
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A experiência econômica de países que mantiveram por longos períodos uma forte expansão dos gastos públicos traz uma discussão especialmente relevante para o Brasil: até que ponto o estímulo estatal sustenta o crescimento antes de se transformar em dívida, juros elevados, perda de investimento e estagnação? Em artigo publicado em nosso espaço da Exame, Roberto Castello Branco, doutor em economia e ex-presidente da Petrobras, analisa experiências da Argentina e do Brasil, discute os efeitos do populismo fiscal, do crédito subsidiado e do aumento da carga tributária, e defende uma ampla reestruturação da economia brasileira como condição para uma trajetória de prosperidade duradoura. Leia a íntegra: exame.com/colunistas/institu…
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O bandido é uma vítima porque é pobre? Neste trecho do Millenium Talks sobre segurança pública, Ricardo Gomes e Roberto Motta conversam sobre a tendência brasileira de relativizar crimes, como se eles fossem respostas justas à desigualdade social. Assista a íntegra em nosso canal no Youtube: youtu.be/ItZHA6Rn088?si=91nv…
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