Um think tank para acelerar o progresso do Brasil por meio da liberdade.

Rio de Janeiro
Joined July 2008
Em 1991, quando o governo decidiu deixar de tabelar o preço do leite, o então ministro da Agricultura, Antonio Cabrera, lembra que a reação foi de verdadeira histeria. Para muita gente, permitir que o preço fosse formado pelo mercado parecia uma ameaça ao consumidor. Hoje, é difícil imaginar que o governo devesse voltar a decidir quanto deve custar um litro de leite. É um bom exemplo de como funciona a janela de Overton. Ideias consideradas radicais em uma época podem, depois de testadas pela realidade, tornar-se parte do senso comum. A abertura de mercados, o Plano Real, as privatizações e a transformação das telecomunicações brasileiras também enfrentaram enorme resistência. A Telebrás, por exemplo, foi privatizada em 1998 em meio a protestos e forte oposição política; décadas depois, ninguém considera razoável voltar ao tempo em que conseguir uma linha telefônica podia exigir anos de espera ou milhares de reais. O Brasil avançou várias vezes quando abandonou controles, monopólios e soluções baseadas na ideia de que o Estado deveria decidir mais do que consumidores, empresas e cidadãos. E muitas das forças políticas que mais combateram essas mudanças, hoje nem gostam de lembrar disso. Talvez uma das disputas mais importantes da política seja justamente esta: ampliar a janela do que a sociedade considera possível, para que aquilo que hoje parece ousado se torne apenas bom senso.
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Às vésperas de uma eleição, promessas de novos benefícios, serviços e incentivos costumam ocupar muito mais espaço do que a discussão sobre quem vai financiá-los. Mas nenhuma política pública é gratuita: seus custos aparecem em impostos, endividamento, inflação, cortes em outras áreas ou em uma combinação dessas alternativas. É justamente essa ideia que orienta "O mito do governo grátis", de Paulo Rabello de Castro, uma leitura especialmente oportuna para o período eleitoral. O livro ajuda a lembrar que decisões públicas envolvem escolhas, e que destinar recursos a uma prioridade significa deixar menos recursos disponíveis para outras. Chamar uma política de benefício ou de direito não elimina seu custo econômico. Antes de decidir quem deve governar, vale olhar para as promessas também por esse ângulo: quanto custam, de onde virá o dinheiro e quais efeitos permanecerão depois que a eleição acabar. O mito do governo grátis é a nossa indicação de leitura de hoje.
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Nos Estados Unidos, a facilidade com que um carro financiado pode ser retomado após a inadimplência costuma chamar a atenção de muitos brasileiros. O guincho pode chegar a qualquer hora, em qualquer lugar e sem decisão judicial, depois de parcelas não pagas. Mas isso é apenas a face mais visível de um sistema em que o descumprimento de contratos produz consequências concretas. Por trás disso está uma preocupação importante: o incentivo para honrar seus compromissos e não se comprometer com dívidas que não é capaz de pagar. Esse ponto importa porque devedores, bancos e empresas ajustam seu comportamento aos incentivos existentes. Se recuperar uma dívida se torna mais difícil, demorado ou incerto, emprestar passa a envolver mais risco. Esse risco tende a ser incorporado ao próprio crédito, seja por meio de juros mais elevados, exigências maiores para aprovação ou menor disposição para conceder novos financiamentos. Como ocorre no Brasil. Há também um efeito sobre o comportamento dos devedores. Renegociações muito vantajosas e perdões frequentes podem levar parte das pessoas a concluir que vale a pena adiar o pagamento e esperar condições melhores no futuro. Não significa que todos agirão dessa maneira, mas significa que a política pública passa a alterar o cálculo de quem precisa decidir entre pagar agora ou postergar a dívida. Renegociar débitos pode ser necessário. Em alguns casos, inclusive, é a única forma de recuperar ao menos parte de valores que dificilmente seriam pagos nas condições originais. A dificuldade surge à medida que esse tipo de solução deixa de ser percebido como excepcional e passa a entrar nas expectativas das pessoas. Pense em dois devedores. Um deles cortou despesas, adiou projetos pessoais e fez sacrifícios para manter os pagamentos em dia. O outro acumulou atrasos e, algum tempo depois, conseguiu um grande desconto ou até o perdão do débito. Diante desse contraste, é razoável perguntar qual mensagem o sistema transmite para quem terá de tomar decisões semelhantes no futuro. E não é à toa que a população brasileira segue super endividada após três "Desenrolas". Essa discussão ganha ainda mais relevância em uma reta final de eleição marcada pela aprovação de mais um amplo perdão de dívidas, desta vez voltado a microempreendedores individuais. A medida pode ter justificativas bonitas, mas seus efeitos não terminam no alívio imediato concedido aos beneficiários. Também importa considerar o comportamento que esse precedente pode estimular nos próximos anos, e nos motivos que levaram a esse endividamento. Um sistema de crédito saudável precisa encontrar espaço para ajudar quem enfrenta dificuldades sem produzir a sensação de que cumprir o contrato foi uma escolha financeiramente desvantajosa. Se o bom pagador começa a olhar para quem deixou de pagar e concluir que teria sido melhor fazer o mesmo, existe um sinal de que os incentivos deixaram de apontar na direção desejada.
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A inteligência artificial encurta em meses o tempo de difusão de novas tecnologias, mas transformar esse avanço em produtividade depende de competências que levam anos para ser construídas. Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, Claudio Shikida analisa o descompasso brasileiro entre a rápida chegada de novas habilidades ao mercado de trabalho e a capacidade de formar profissionais preparados para utilizá-las, recorrendo a dados do FMI e do PISA para mostrar como aprendizagem, criatividade e julgamento seguem no centro desse desafio. A reflexão aponta que o principal atraso do país pode não estar no acesso à IA, mas na formação de pessoas capazes de formular boas perguntas, avaliar respostas e usar a tecnologia como complemento, e não como substituta, do próprio conhecimento. Leia a íntegra: exame.com/colunistas/institu…
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A tecnologia pode devolver tempo, reduzir deslocamentos, simplificar tarefas repetitivas e dar mais autonomia. E esses ganhos não precisam se limitar à experiência do paciente. Eles também podem melhorar a rotina de quem trabalha na saúde. No novo artigo publicado na Exame, Joice Nilo Reis amplia a discussão sobre transformação digital e analisa como a inovação pode contribuir para um trabalho mais sustentável. Isso passa por reduzir sobrecargas, reorganizar processos e usar a tecnologia sem perder de vista aquilo que permanece essencial no cuidado: o conhecimento, o julgamento e a capacidade humana. Leia o artigo completo em nosso espaço da Exame: exame.com/colunistas/institu…
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Em ano eleitoral, novas despesas costumam ser apresentadas pelo benefício que oferecem, mas raramente pelo custo que carregam. O orçamento público tem limites e, quando o governo decide gastar mais, a conta precisa aparecer em algum lugar: pode vir na forma de impostos maiores, da redução de recursos destinados a outras áreas ou, em determinadas circunstâncias, da expansão da quantidade de moeda na economia. Aumentar impostos reduz a renda disponível das famílias e os recursos das empresas para investir, produzir e contratar. Redirecionar verbas significa escolher qual outra prioridade receberá menos dinheiro. E aumentar a quantidade de moeda não cria mais bens e serviços, ao contrário: quando há mais dinheiro disputando a mesma oferta de produtos, cresce a pressão sobre os preços e vem a inflação. Por isso, diante de uma nova promessa de gasto, não basta perguntar quem será beneficiado. É preciso saber quanto ela custará, como será financiada e quem, no fim, pagará a conta. Porque dinheiro público não surge do nada: ele sai, direta ou indiretamente, do bolso da própria população.
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A experiência econômica de países que mantiveram por longos períodos uma forte expansão dos gastos públicos traz uma discussão especialmente relevante para o Brasil: até que ponto o estímulo estatal sustenta o crescimento antes de se transformar em dívida, juros elevados, perda de investimento e estagnação? Em artigo publicado em nosso espaço da Exame, Roberto Castello Branco, doutor em economia e ex-presidente da Petrobras, analisa experiências da Argentina e do Brasil, discute os efeitos do populismo fiscal, do crédito subsidiado e do aumento da carga tributária, e defende uma ampla reestruturação da economia brasileira como condição para uma trajetória de prosperidade duradoura. Leia a íntegra: exame.com/colunistas/institu…
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O bandido é uma vítima porque é pobre? Neste trecho do Millenium Talks sobre segurança pública, Ricardo Gomes e Roberto Motta conversam sobre a tendência brasileira de relativizar crimes, como se eles fossem respostas justas à desigualdade social. Assista a íntegra em nosso canal no Youtube: youtu.be/ItZHA6Rn088?si=91nv…
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Reformas institucionais amplas costumam esbarrar em resistências políticas, insegurança jurídica e na dificuldade de mudar, de uma só vez, regras consolidadas em diferentes níveis de governo. Mas experiências em territórios delimitados mostram que cidades e bairros podem funcionar como laboratórios para testar novos modelos regulatórios, avaliar resultados e ampliar aquilo que funciona. Em artigo publicado em nosso espaço na Exame, Victor Carvalho Pinto analisa experiências como Shenzhen, as charter cities, os sandboxes regulatórios, a Woven City japonesa e iniciativas brasileiras para discutir como zonas urbanísticas especiais poderiam abrir espaço à experimentação institucional no país. A proposta é substituir a escolha entre reformas gerais quase inviáveis e a manutenção do status quo por um caminho gradual: reformar o Brasil um bairro por vez. Leia a íntegra: exame.com/colunistas/institu…
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Em tempos de polarização crescente, preservar o dissenso sem transformar adversários em inimigos tornou-se um dos grandes testes da vida democrática. Em artigo para o nosso espaço na Exame, Giovanni Justino parte da relação entre Coyote e Papa-Léguas para refletir sobre liberdade de expressão, violência política, universidade e os limites da intolerância, mostrando por que a democracia depende da capacidade de confrontar ideias sem negar dignidade a quem pensa diferente. Leia a íntegra: exame.com/colunistas/institu…
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Economia pode parecer um assunto distante da infância, mas muitas de suas ideias mais importantes aparecem em situações bastante comuns: na mesada, na escolha de um brinquedo, na troca de figurinhas ou na decisão de guardar dinheiro para comprar algo depois. O primeiro conceito é a escassez. Dinheiro, tempo e recursos são limitados. Se uma criança tem R$ 20, talvez precise decidir entre comprar um brinquedo, um doce, ou guardar o dinheiro para algo maior. Os desejos podem ser muitos, mas os recursos têm limite. Daí vem a escolha. Toda decisão significa abrir mão de alguma coisa. Gastar toda a mesada hoje pode significar não ter dinheiro para um passeio no fim de semana. Na economia, aquilo de que abrimos mão ao escolher uma alternativa é chamado de custo de oportunidade. A poupança ensina outra ideia importante. Uma criança pode gastar R$ 10 por semana em pequenas compras ou guardar esse valor durante alguns meses para alcançar um objetivo maior. Poupar envolve planejamento, paciência e a capacidade de trocar uma satisfação imediata por uma possibilidade futura. E descobrir que dinheiro investido rende. Também vale entender o preço. Por que uma figurinha rara pode valer mais? Porque há poucas disponíveis e muitas pessoas interessadas nela. Os preços ajudam a transmitir informações sobre o quanto algo é desejado e o quanto daquele produto está disponível. Por fim, existe a troca. Duas crianças podem trocar figurinhas diferentes e ambas terminarem a negociação satisfeitas. Uma troca voluntária acontece justamente porque cada lado atribui valores diferentes ao que possui e ao que recebe. Educação econômica não precisa começar no primeiro salário. Pequenas decisões da infância já podem ensinar sobre escassez, escolhas, poupança, preços e trocas. Aprender a escolher também é aprender a lidar com liberdade e responsabilidade.
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No meio jurídico brasileiro, ainda são poucas as vozes dispostas a defender de forma consistente a liberdade econômica como um princípio relevante para o desenvolvimento do país. A formação e o debate jurídico costumam dar mais espaço à expansão da regulação e da intervenção estatal do que à segurança jurídica, à livre iniciativa, à propriedade privada e aos limites do poder público. Esse desequilíbrio importa porque leis, decisões judiciais e interpretações regulatórias afetam diretamente a disposição de investir, empreender, contratar e inovar. Assista a um trecho da participação de Luciano Timm, advogado e professor Universitário, durante a Semana da Liberdade, promovida pelo IFL - SP, em agosto.
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Até que ponto a centralização do poder público afasta o Estado das necessidades reais dos cidadãos? Em “Descentralização e Liberdade: Ensaios sobre Estado, burocracia e cidadania”, Helio Beltrão reúne reflexões sobre os efeitos do centralismo administrativo e defende instituições mais próximas das pessoas, com maior autonomia local, menos burocracia e mais liberdade. A obra parte de três eixos — descentralização, liberdade e humanização — para discutir problemas históricos da administração pública brasileira e caminhos para torná-la mais eficiente e responsiva. Uma leitura especialmente interessante para quem acompanha os debates sobre reforma do Estado, fortalecimento dos municípios e limites da burocracia.
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Uma avaliação de impacto acompanhou um projeto-piloto de segurança pública em Luziânia e Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, e encontrou resultados que ajudam a entender o potencial do uso de dados na atividade policial. Iniciado em abril de 2025, o piloto da empresa de tecnologia Pax instalou 117 câmeras com recursos de inteligência artificial em três Áreas Integradas de Segurança Pública. A plataforma utilizada pelas forças policiais reúne leituras de placas, histórico de movimentação de veículos, bases de alerta e dados operacionais. Na prática, isso permite localizar veículos, reconstruir deslocamentos e reunir informações relevantes para uma investigação com mais rapidez. As equipes policiais também receberam treinamento para utilizar a ferramenta. Entre o 1º e o 3º trimestre de 2025, os crimes violentos — homicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e roubos — recuaram 27% nas três áreas acompanhadas. Considerando 14 categorias de crimes, a redução foi de 20%. Ao mesmo tempo, a atividade policial cresceu. A avaliação acompanhou sete indicadores, entre eles abordagens, prisões por mandado, recaptura de foragidos, apreensão de armas e recuperação de veículos. No período analisado, a atividade agregada das forças de segurança aumentou 78,8%. Um dos resultados mais relevantes apareceu na comparação entre territórios. Novo Gama, que apresentava cobertura intermediária de câmeras, registrou em média 31 crimes a menos por mês do que Luziânia, a área com menor cobertura. A diferença foi estatisticamente significativa e permaneceu mesmo depois dos controles por região e período. Há, porém, um cuidado importante na interpretação. O piloto não foi um experimento aleatorizado, e a criminalidade já vinha caindo antes da instalação das câmeras. Por essa razão, a comparação entre áreas com diferentes densidades de câmeras é especialmente mais relevante para a análise. O caso mostra que tecnologia, sozinha, não produz segurança. Ela pode ampliar a capacidade de investigação e resposta quando os dados são bem organizados e incorporados ao trabalho policial. Também reforça outro ponto: políticas públicas precisam ser acompanhadas por métricas, comparação e avaliação independente. É isso que permite separar resultado de coincidência e tomar decisões melhores ao longo do tempo.
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A forma como o Estado arrecada, regula e entrega serviços públicos tem impacto direto sobre a capacidade de uma economia atrair investimentos, gerar riqueza e ampliar a renda da população. Em artigo publicado em nosso espaço na EXAME, Izak Carlos da Silva compara as trajetórias da Flórida e do Brasil ao longo da última década, destacando diferenças no peso do setor público, no ambiente regulatório e no crescimento econômico. A análise discute como escolhas sobre tributação, gasto público e espaço para a iniciativa privada ajudam a explicar resultados tão distintos, e propõe uma reflexão sobre eficiência estatal, produtividade e prosperidade. Leia a íntegra: exame.com/colunistas/institu…
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O ciclo político construído a partir de 1989 e da Constituição de 1988 chegou ao fim. O primeiro turno das eleições 2026 sinalizam não apenas uma reconfiguração partidária, mas o nascimento de uma nova dinâmica no ecossistema político brasileiro. Em sua coluna na Gazeta do Povo, Ricardo Gomes analisa a transformação do espectro partidário, o enfraquecimento das forças tradicionais de centro e centro-esquerda e o surgimento de uma nova direita acompanhada pela reorganização do Centrão e da esquerda. Ricardo analisa também o impacto desse rearranjo no Congresso Nacional, o papel do eleitorado e os desafios que o próximo ciclo reserva para as reformas e para a estabilidade das instituições. Leia a íntegra: gazetadopovo.com.br/vozes/ri…
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O avanço da dívida pública brasileira ocorre sem uma crise excepcional que o justifique. O país não enfrenta uma pandemia, a economia continua crescendo e a arrecadação federal está cada dia mais elevada. Ainda assim, as contas públicas seguem pressionadas e o endividamento aumenta. Esse quadro indica que o problema fiscal não decorre de falta de receita, mas da dificuldade de conter a expansão dos gastos e produzir superávits capazes de estabilizar a dívida. Assista este trecho da entrevista do economista Alexandre Schwartsman ao Estadão, em agosto deste ano.
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Neste Dia das Crianças, milhões de famílias escolherão brinquedos, passeios e experiências. A Criamigos nasceu justamente da tentativa de tornar uma dessas escolhas mais valiosa. Começou com duas mulheres, uma memória de infância e uma pequena loja, e hoje movimenta uma cadeia inteira em Gramado.
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E essa cadeia continua fora do parque. A família que viaja a Gramado pode pagar hotel, restaurante, transporte, estacionamento, café e comércio local. O empreendedor ganha porque criou algo que o consumidor deseja. O trabalhador ganha renda, o fornecedor vende, e outros negócios recebem clientes. Economia não é um jogo de soma zero.
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O complexo reúne hotelaria temática, gastronomia, entretenimento e, claro, uma super loja da marca. E cada família que entra ali movimenta muito mais do que o caixa do parque. Há quem projete, construa, cozinhe, limpe, administre, venda, faça manutenção e atenda. Há fornecedores, prestadores e funcionários. Um ingresso sustenta uma cadeia invisível de cooperação.
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