Servidor Público Federal (EPPGG) // Mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento // Especialista em Planejamento e Estratégias de Desenvolvimento

Joined December 2017
País sem futuro? Em novo artigo para a Carta Capital (@cartacapital), tento demonstrar o tamanho da distância que nos separa do mundo desenvolvido, como ela aumentou nas últimas décadas e por que somente uma alteração radical da estratégia nacional poderá nos tornar desenvolvidos em poucas gerações. A boa notícia é que, assim como no caso da seleção brasileira de futebol, nossa própria história traz motivos para otimismo. O caminho parece estar na retomada de características que um dia nutriram o sonho do país do futuro: liderança, fortalecimento e planejamento estatal, desenvolvimento das capacidades produtivas, ambição e ousadia. Fontes: Memórias de Chen Yizi. Em: Weber, Isabella. How China Escaped Shock Therapy: The Market Reform Debate. @IsabellaMWeber PIB per capita de 1930 a 1980: Maddison Project, PPC, dólares de 2011. PIB per capita de 1990 até hoje: Banco Mundial, PPC, dólares internacionais de 2021. PIB per capita, crescimento anual (%): Banco Mundial, dólares de 2015. Zweig, Stefan. Brasil, país do futuro.
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The @OECD's new 2026 Ownership and Governance of State-Owned Enterprises report, released today, finds that SOEs' economic footprint has doubled over the past decade, based on data from 58 OECD member & partner economies tinyurl.com/rsz2kr7 @OECDgov
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A Folha publicou em português a excelente reportagem do Financial Times sobre a expansão do trabalho precário como motorista de Uber no Brasil (país que mais usa o aplicativo), e como isso ajuda a entender o mal-estar na economia e a eleição presidencial. www1.folha.uol.com.br/mercad…
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The problem with this argument is it rests entirely on the widely misunderstood concept of labor productivity. Many people, especially non-economists, hear calls to "increase the average labor productivity of Brazilian workers" and think that means the reason Brazil is so much poorer than Switzerland is because Brazilian workers are supposedly lazy and don't work as hard as Swiss workers. But that is false and absurd. Labor productivity is simply defined as worker contribution to real GDP per hour of labor. The reason labor productivity is low in Brazil, and in the periphery in general, is because of the productive structure of the economy. Brazil, like most of Latin America (and the periphery as a whole), has an economy centered on exports of agricultural goods, minerals, energy, and other commodities. These are very low value-added, labor-intensive sectors with lots of international competition (and therefore low profit margins). The reason Switzerland's labor productivity is so high is because it has monopolistic "moats" in some very high value-added sectors like specialized financial services (ie, banking for global oligarchs) and advanced manufacturing. A Swiss banker working on a computer in an air-conditioned office will have an exponentially higher labor productivity than a Brazilian farmer or miner (or even a Brazilian banker), not because the Swiss banker works harder (they objectively don't), but because they work in specialized high value-added services and can simply charge exponentially more for their labor. These high value-added industries can't just be magically recreated in the periphery. Every country in Latin America and Africa would love to be the next Singapore (and many have tried), but you can't skip stages of development. Not everyone in the world can just work in the high value-added service sector -- especially when the high labor productivity in the advanced economies fundamentally depends on cheap energy, food, and minerals produced by workers in the periphery. When we talk about the global value chain, we're really talking about a highly stratified global division of labor. And it is very, very difficult to move up it. That takes years of careful planning, investment, education, training, infrastructure build-out, technology transfer, etc. -- which in turn requires political stability and the ability of the state to implement long-term planning without significant disruption. Neoliberalism was never as simple as "the government must spend less". It was about the state giving power to markets and the investor class to decide what the priorities of political-economy policymaking would be. This investor class (consisting of both foreign investors and the domestic compradores) prioritizes maximizing return on investment, not developing the productive capacity of the local economy. That's why it primarily invests in the extractive commodity export sector. This also explains why Brazil (and most of Latin America) significantly deindustrialized during the neoliberal period, and has become even more dependent on the low value-added export of commodities.
In Brazil the situation is even more extreme: 1. There are 39 million formal private sector employees. 2. There are 20 million families on government welfare, with nearly 60 million people, plus 37 million people that are retired and receiving government pensions (however, in Brazil many "retired" people continue working in the informal sector). Brazil is a country of 210 million where 39 million formal workers produce 85-90% of GDP. The inequality in productivity is even more pronounced if you consider that the 270 major public companies in the Brazilian stock market produce 18% of Brazil's GDP while employing 2.8 million workers (portal.fgv.br/noticias/estud…). That means that 1.3% of the total population and 2.7% of the labor force produce 17.9% of output in the nation. This shows the enormous but so far unexploided growth potential in Brazil: if we increased the average labor productivity of Brazilian workers to the standard of the 270 major public companies, GDP would be 6.6 times the current figure, higher in per capita terms than in the US or Switzerland.
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De junho de 2025 até agora, o governo americano adquiriu participação societária em 35 empresas privadas. Uma "estatização" a cada duas semanas.
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SUL GLOBAL: O DESAFIO DA REINDUSTRIALIZAÇÃO Sul Global: reindustrializar exige empresas públicas, planejamento estatal, quebra de patentes e integração Sul-Sul. O Estado à frente, contra a ultradireita outraspalavras.net/descoloni…
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Economist desta semana mostra o que tem sido o principal obstáculo para o nosso desenvolvimento desde 1980: o baixo crescimento econômico. Não haverá desenvolvimento de longo prazo sem crescimento econômico robusto e consistente. Isso precisa ser prioridade nacional.
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Como já foi no passado. xitter.cf/FelipeAugMac/status/20…
País sem futuro? Em novo artigo para a Carta Capital (@cartacapital), tento demonstrar o tamanho da distância que nos separa do mundo desenvolvido, como ela aumentou nas últimas décadas e por que somente uma alteração radical da estratégia nacional poderá nos tornar desenvolvidos em poucas gerações. A boa notícia é que, assim como no caso da seleção brasileira de futebol, nossa própria história traz motivos para otimismo. O caminho parece estar na retomada de características que um dia nutriram o sonho do país do futuro: liderança, fortalecimento e planejamento estatal, desenvolvimento das capacidades produtivas, ambição e ousadia. Fontes: Memórias de Chen Yizi. Em: Weber, Isabella. How China Escaped Shock Therapy: The Market Reform Debate. @IsabellaMWeber PIB per capita de 1930 a 1980: Maddison Project, PPC, dólares de 2011. PIB per capita de 1990 até hoje: Banco Mundial, PPC, dólares internacionais de 2021. PIB per capita, crescimento anual (%): Banco Mundial, dólares de 2015. Zweig, Stefan. Brasil, país do futuro.
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Desde então sofremos a mais grave desindustrialização prematura do mundo, o que não é mera coincidência. No gráfico, Brasil é a linha azul (queda industrial mais brusca e em patamar mais baixo da renda per capita). @PMorceiro @milenetessarin
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3/13 - 20 anos de desindustrialização A indústria de transformação saiu de um pico de 35,9% do PIB em 1985 para um mínimo de aproximadamente 11% em 2020. Enquanto isso, a média dos países de renda média manteve um patamar estável: o gap não para de crescer.
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The post-war conversion of the publicly-owned Finmeccanica and its privatisation-militarisation (from the 1990s) into Leonardo, in a chart 👇 From my essay for @TransitionSec / @Cmmonwealth: transitionsecurity.org/leona…
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1/ A Maioria dos brasileiros rejeita o neoliberalismo e prefere um Estado com atuação forte no desenvolvimento e bem-estar social. É o que mostra a pesquisa da IPSOS encomendada pelo Fundo Global para uma Nova Economia. 🧶
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1/3 New paper published: “Sustained exchange rate misalignments and long-run growth.” We study sustained episodes of real exchange-rate under and overvaluation in 124 countries over 1950–2019, focusing on long-run effects on growth, investment, and structural change.
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Departamento de Guerra dos EUA anuncia, com orgulho, acordo de US$ 750 milhões para garantir acesso às terras-raras da Serra Verde, mineradora localizada em Goiás. "Garantir cadeias de suprimentos resilientes é um requisito fundamental para as operações de defesa", afirmou Mike Cadenazzi, Secretário-Assistente do Exército para Políticas da Base Industrial. "Esse esforço conjunto assegura que nossa base industrial de defesa tenha acesso garantido e de longo prazo aos materiais críticos necessários para fabricar sistemas de armas de última geração e manter nossa vantagem tecnológica." "Uma vez em pleno funcionamento, o projeto garantirá um vasto suprimento de elementos vitais — como disprósio, térbio, neodímio e praseodímio —, contornando efetivamente o domínio chinês na cadeia de suprimentos e apoiando as capacidades emergentes de fabricação de ímãs nos EUA. O acordo sucede um contrato de financiamento da DFC com a Serra Verde para um empréstimo de US$ 565 milhões destinado a otimizar e expandir o Projeto Pela Ema." "Este investimento histórico de US$ 1,55 bilhão representa um passo importante para assegurar uma das cadeias de suprimentos mais vitais para nossos combatentes e nossa economia", afirmou George K. Kollitides II, Diretor da Unidade de Defesa Econômica. "Ao garantir acesso confiável a esses elementos de terras raras cruciais, estamos protegendo a produção de tudo, desde caças e submarinos nucleares até a infraestrutura energética e a tecnologia comercial que impulsionam o nosso mundo moderno." war.gov/News/Releases/Releas…
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Mesmo com toda a lavagem cerebral diária da mídia tradicional, o brasileiro segue entendendo que o Estado é ator central para o desenvolvimento econômico do país. Segundo a Pesquisa IPSOS/GFNE, 47% dos entrevistados concordam com a afirmação de que o Brasil precisa de um governo forte que invista no desenvolvimento a longo prazo e oriente o crescimento econômico. Somente 9% acham que um futuro governo deveria reduzir o tamanho do Estado e deixar o setor privado impulsionar a economia. Esse resultado é muito similar tanto entre quem aprova quanto quem desaprova o governo Lula. Ainda, 56% dizem que o governo deve priorizar o que acredita ser melhor para os brasileiros comuns, contra apenas 24% que acham que o governo deve seguir as recomendações dos mercados financeiros. E 59% acham que Estado brasileiro deve manter o controle de empresas estratégicas como a Petrobras. Somente 22% discordam disso. Pesquisa muito difícil para a narrativa neoliberal. Há mais achados interessantes lá. Vale a pena ver a pesquisa inteira. economia.uol.com.br/colunas/…
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Argumento falacioso e a-histórico. É preciso responder uma perguntinha básica antes: como era o Brasil *antes* da era das políticas industrializantes (1930-1980)? Felizmente, temos bons indícios. Prados de la Escosura procurou estimar o IDH histórico dos paises, já que a base das Nações Unidas somente se inicia em 1990. Artigo (2013): ehes.org/wp/EHES_No34.pdf Dados brutos: commons.wikimedia.org/wiki/D… Em 1929, o IDH histórico do Brasil era de 0,107, enquanto a média mundial era de 0,157. Ou seja, o Brasil tinha 68% da média mundial. Mesmo nível de desenvolvimento da Bolívia e de Honduras. Em 1980, ele atingiu 102% da média mundial. Incríveis 34 p.p. de aumento. Com muito esforço, superamos a parte de baixo da tabela. E o mais interessante: em artigo posterior (2015), Escosura analisou países latino-americanos entre 1938 e 1980 e afirmou que não foi o crescimento da renda per capita que mais contribuiu para essa melhora (o contrário do fraco argumento que liberais costumam usar para tentar relativizar a era da industrialização). Segundo ele, 44% da melhora é explicada pelo aumento da expectativa de vida, 36% pela educação e apenas 20% pela renda per capita. Artigo: ehes.org/wp/EHES_77.pdf Agora, vejamos o que ocorreu depois, no período em que o Brasil sofreu a mais grave desindustrialização precoce do mundo. Dados: hdr.undp.org/data-center/hum… Em 1990 o Brasil tinha 105% do IDH médio do mundo. Em 2023, ele atingiu 104%. Sim, em uma perspectiva comparada, paramos no tempo. Se compararmos com a média dos países em desenvolvimento então, é um esculacho. O IDH deles cresceu 54% mais rápido do que o nosso por ano.
pleno 2026 e os cara bajulando o INFERNO DE POBREZA que era o Brasil dos anos 80, mermão
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Quanto maior a complexidade da atividade, maior o salário. Atividades industriais são na média mais compelidas. O Brasil emprega a maioria das pessoas em atividades de baixa complexidade. As atividades agro são na média de baixa complexidade.
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Pesquisa que acaba de sair Parece não colar no Brasil, a ideia de que “o que é bom para o mercado é bom para o país”. 1/
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“China is becoming a factory for factories. No longer just a producer of low-value consumer goods, China is now exporting more of the higher-value intermediate and capital goods that underpin global manufacturing, such as chips, precision machinery and robotic arms.” @hannahmiao_ wsj.com/economy/trade/chinas…
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Longa reportagem do @FT sobre "avanço imperialista" dos Emirados Árabes na África, com controle crescente de portos, estradas, terras agrícolas e minérios. No Brasil, país já controla refinaria na Bahia, terminal em Santos e empresas estratégicas de defesa. ft.com/content/a4c6e5da-dc9f…
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