O meu cabelo cresce tão rápido que eu tenho a impressão de que, daqui a pouco, o meu barbeiro fechará as portas e não precisará mais trabalhar simplesmente porque eu o enriqueci.
Eu sou de beber cerveja, mas que saudade de beijar uma mulher com gosto de vinho na boca e reparar nos olhos pesados de onça faminta que tá esperando o mínimo vacilo pra me devorar.
Por conta de algumas ocupações no trabalho, fiquei distante da musculação. Mal dormia pela correria. Agora que retornei, me deparo com o absurdo que é a sensação pós-treino de perna. Eu havia me esquecido que alcanço o mais alto pico hormonal com a consistência da rotina.
É dia de los muertos e o nosso altar já está devidamente montado, florido e com as melhores refeições que posso oferecer. Isso inclui alguns sachês porque a Agnes colocou um retrato do gatinho dela. Que o caminho para a visita seja tão iluminado quanto a memória e a saudade.
A minha filha tem uma nova obsessão: pintar as unhas. Eu estou dividido entre o arrependimento e a felicidade por ter comprados tantos esmaltes temáticos e brilhosos. Ela está radiante e cheia de personalidade, mas há glitter em tudo o que ela toca e isso inclui o sofá, tapete...
Eu tenho síndrome de pai e isso é mais forte do que eu. Não somente as roupas que uso, mas visto também uma personalidade exacerbadamente responsável do tipo “eu resolvo” pra tudo. Há quem se aproxime e consiga esse lado naturalmente, mas às vezes eu sou apenas um cara bobo.
Sem tempo para me fantasiar neste halloween porque eu estou protegendo a cidade. Sim, eu sou o verdadeiro batman.
O fim de ano é sempre pouco suportável. Seria completamente se não fossem as festas que estão por vim. Eu só consigo pensar em férias, um descanso pra mente e boa comida.
É curioso como trabalhar me deixa realizado e ficar sem trabalhar me deixa mal humorado. Quando eu era mais novo, costumava ser o contrário.
Com saudades de ver ela manhando no período fértil abrindo a buceta pra mim. De repente eu me vejo maluco pra vencer a medicina moderna e dar filhos à ela. Foda-se esse implanon.
Os Deuses decidiram me fazer à imagem do estereótipo, o nariz comprido é o que me faz esconder o rosto nas fotos. E mesmo sem nunca terem visto o meu rosto, há quem me chame de bonito — fico me sentindo um camarão.
Gostaria de parecer mais novo do que sou, mas é sábado à noite e eu estou feliz por ter feito um mingau de aveia muito gostoso.
Uma vez na vida eu me dou o luxo de sair com alguns amigos do trabalho para beber. De acordo com eles, eu dou muito trabalho, mas se me derem uma boa cerveja, eu me comporto e fico quieto.
É sempre uma surpresa ouvir outro sotaque senão o britânico. O trabalho me deixa muito preso à Londres e eu esqueço de sair dessa bolha chuvosa às vezes. Estou com saudades de viajar, mas guardo o plano para o fim de ano.




