Se o Lula ganhar a amanhã eu coloco a foto do Cassiano na final do cearense de 2015 como foto de perfil aqui no twitter por 1 mês
Flávio um poço de mal educação. Querendo mandar no Tralli durante o debate igual criança mimada quando contrariada
david inácio lula da silva retweeted
Flávio bolsonaro disse que o povo de Belém mora no esgoto junto com urubu.
Ele acabou de tirar todo o povo de Belém para Merd*
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to totalmente desequilibrado da cabeça se me chamassem pra queimar ônibus hoje eu iria
- comecei a me arrumar pra ir pro judô
- abro o whatsapp
- tem uma mensagem do sensei de quase 1 hora atrás falando que o treino de hoje foi cancelado
- o corno da rua de trás liga o paredão de som com música do v1nty d0iz
feliz sexta-feira!
- cheguei em casa do trabalho
- me arrumei pra ir pro jiu-jitsu
- vi que ainda tinha quase 45 minutos até a hora de sair de casa
- resolvi tirar um cochilo
- dormi demais e perdi o jiu-jitsu
feliz sexta-feira!
(pelo menos ainda tem judô mais tarde)
é esse que defende os "valores da família"?
Flávio Bolsonaro fez festa em lancha com lobistas e prostitutas durante a pandemia, diz revista
www1.folha.uol.com.br/poder/…
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A xenofobia não é problema exclusivo da direita ou das elites. É desonesto fingir o contrário.
Já fui xingado de "paraíba" por morador de rua; já fui tratado como ser inferior por sudestino que diz ser "justiceiro social".
A condescendência no trato com o brasileiro do norte-nordeste é uma chaga que vai além de ideologia. Envolve bairrismo, ignorância, cultura local.
Dentro desse universo de questões, há fenômenos particulares dos períodos eleitorais.
De um lado, parte da militância progressista do resto do Brasil passou a celebrar o Nordeste como um bloco uniforme de sensatez.
O sentimento nasce de orgulho, mas não raro descamba para a caricatura: ignora as particularidades de cada estado, bem como a redução gradual dos índices de votação e a emergência de figuras da extrema direita por estas bandas.
O NE vira uma espécie de Nárnia, até a hora de dar protagonismo real às nossas lideranças.
Por outro lado, temos o grande elefante na sala: a direita brasileira nunca soube se portar diante de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 1994 e 1998, FHC encarnava o Plano Real e a promessa de um país que finalmente dava certo.
Em 1989, Fernando Collor era Alagoano.
Yuppie, sem sotaque, nascido no Rio, mas Alagoano, ex-presidente do CSA, representante dos "descalços e descamisados".
Por trás do nariz de cera marketeiro, nada mais que um dinossauro modernoso, prócer da ditadura:
Filho do senador-homicida Arnon de Mello, Prefeito de Maceió nomeado pela Arena nos anos 70 e governador eleito pelo povo nos 80. Exemplo da transição exitosa do coronelismo "educado" para a democracia.
Esta direita pariu outras figuras notáveis da política nacional, como Antônio Carlos Magalhães e José Sarney.
Esta mesma recebeu tolerância plena do establishment pós-reabertura: Jarbas Passarinho elegeu-se senador pelo Pará; o pernambucano Marco Maciel foi vice de Fernando Henrique - logo ele, exilado durante os anos de chumbo.
Aí chega 2002 e Lula, assessorado por referentes liberais na economia e com aparência e retórica nos trinques, se torna um candidato irresistível para uma parcela enorme do país.
Antes de se tornar Lula, líder das greves do ABC, ele foi Luiz Inácio, pirraio de Caetés, cidadela vizinha à Garanhuns no agreste Pernambucano.
7º entre 8 filhos de um casal de lavradores. O pai, canalha iletrado, abandonaria a mãe.
Cria de uma família que deixou o interior por necessidade, fugindo da fome num pau de arara.
50 anos depois, um retirante tinha chance real de se tornar a pessoa mais importante do país.
Para muitos, a eleição de Lula representou uma conquista maior que uma vitória da esquerda: o triunfo do legítimo trabalhador nordestino.
E assim foi. Goste ou não dos governos (há muito a se criticar), o fato é que foram revolucionários para a vida de milhões na região.
Isso rendeu gratidão do eleitor nordestino e ressentimento político da direita outrora tolerante com coronéis e tecnocratas. Esta xenofobia cresceu paulatinamente, a cada nova eleição.
Cresci lendo ofensas semanais ao NE na maior revista do país.
Lembro do texto do Rica Perrone defendendo adoção de voto censitário após a virada de Dilma em 2014 (mesmo ano em que o esquerdista Peninha nos chamou de "aquela bosta" na TV).
Lembro de ser chamado de morto de fome no facebook, mesmo sendo criança. De debochar de volta com rancor adulto quando faltou água em São Paulo no mesmo ano.
Assim, fui conhecendo meu lugar.
Em suma, o Nordeste é:
1 - Uma invenção, tão recente quanto o rádio
2 - Uma região de históricas tendências conservadoras
Nada há de ilegítimo ou incoerente em ser nordestino e de direita.
Mas é preciso muita desonestidade para renegar a própria origem e ser bobo da corte de quem gostava mais desta terra quando ela não tinha voz, nem vez.
Quando o político xenofóbico vence, você é "cabra da peste", "arretado".
Quando perde, não existe nordestino de direita ou de esquerda.
Existe uma massa de "baianos imprestáveis", cujo voto devia valer menos.
(Print de 2022)
Minha avó paterna quando era viva sempre dava dois votos de gratidão:
1°: dr. Lucilvio Girão, médico que fez a cirurgia de retirada do útero dela;
2°: Lula por ter tirado nossa família da fome
e os demais votos era em quem o Lula apoiasse























