Concordo com muito. Faltam casas, e um Estado que falha em quase tudo não resolve o seu falhanço à bastonada.
Mas a IL não pode dizer que ficou de fora. A lei do arrendamento que está no centro destes protestos foi aprovada na generalidade com os votos do PSD, do CDS e da IL. Ter votado a favor também é ter responsabilidade pelo resultado.
E a reunião com todos os partidos para medidas de emergência preocupa-me. Juntar o PCP, o Bloco, o PS, o PSD e o Chega à mesma mesa dificilmente acaba em menos Estado. Acaba em mais regras, mais apoios e mais dinheiro dos contribuintes.
A medida de emergência de que o país precisa é deixar construir. Licenças em semanas e não em anos, menos taxas, terrenos do Estado no mercado. Isso não precisa de consenso, precisa de coragem para tirar o Estado do caminho. Quais destas a IL leva a essa reunião?
Fontes
eco.sapo.pt/2026/10/24/espec…
theportugalnews.com/news/202…
Números frescos do INE: no segundo trimestre deste ano os preços das casas em Portugal subiram 18,4% face ao ano passado, é o maior aumento na Europa!
A crise da Habitação em Portugal é gravíssima e exige medidas de emergência.
Os portugueses que protestam têm a razão do seu lado: quem governou o país até aqui falhou de forma clamorosa, não soube aplicar as medidas que permitiram mais construção, mais casas no mercado para arrendar, preços mais baixos.
A IL luta há anos a explicar e a propor medidas para resolver o problema da Habitação, sem sucesso de implementação até agora
Propus uma reunião com todos os partidos para chegarmos a consensos mínimos nas medidas de emergência a aplicar. Preferem continuar a fazer o seu jogo partidário.
Os resultados da irresponsabilidade dos restantes partidos estão à vista: polarização, confronto, tensão crescente, nem uma solução.
A repressão não é aceitável nem resolve nada. A única solução de um Estado que falha em quase tudo, perante quem protesta o falhanço nas políticas públicas de habitação, não pode ser usar a sua força repressiva sob a forma de cacetete.
As pessoas deixarão de protestar quando os seus problemas estiverem resolvidos e para isso temos de nos livrar das políticas incompetentes de políticos de gestão de situação, sem coragem, que rejeitam as propostas para aplicar soluções comprovadas.
Em 2020 a JSD acampou em Lisboa em protesto pela falta de alojamento estudantil e a polícia não interveio. Bombeiros, trabalhadores da CP e até polícias já passaram noites em protesto sem serem retirados. Noutras ocasiões houve intervenção. Em 2011, com um governo do PS, a polícia retirou as tendas do Rossio. Agora, com um governo do PSD, voltou a acontecer.
A lei agora invocada é um decreto de 1974 anterior à Constituição. Uns protestos são tolerados, outros não, e ninguém explica o critério.
O PS governou oito anos e não mudou a lei. O PSD também não. Ambos a deixaram vaga porque uma lei vaga dá jeito a quem está no poder, seja ele qual for.
Se as acampadas são ilegais, são-no para todos. Se não são, também não são para ninguém. O que não pode é depender de quem protesta ou de quem governa.
Cabe ao Parlamento escrever uma regra clara. Até lá, quem decide é sempre o poder do dia.
Outros protestos e vigílias com tendas montadas no espaço público realizados há poucos anos não foram alvo das autoridades. Saiba quais:
expresso.pt/seguranca/2026-1…
Alexandra Leitão diz que o Governo ordenou a carga. Ainda ninguém mostrou quem deu a ordem. É uma suspeita apresentada como facto.
Diz também que a lei de 1974 é de constitucionalidade duvidosa. Pode ter razão. Mas foi ministra do PS e líder da bancada socialista. O PS governou oito anos, dois com maioria absoluta, e nunca mudou essa lei. Só a descobriu agora que está na oposição.
Quem fez a crítica mais séria foi Jorge Moreira da Silva, do PSD. Chamou-lhe um erro dos decisores que alimenta o populismo e a radicalização. Quando até a área do Governo vê o problema, o problema não é de esquerda nem de direita.
É do poder. Uma lei vaga que se aplica quando dá jeito serve a qualquer governo contra qualquer cidadão. Quem esteve no poder e não a mudou também a quis guardar na gaveta.
Carga policial: Jorge Moreira da Silva critica "decisores", Alexandra Leitão pressiona Seguro a falar expresso.pt/partidos-politic…
Os números oficiais falam em 31 detidos e 11 feridos, 3 deles polícias. Os manifestantes falam em 60 feridos. Cães e balas de borracha são relatos que ainda ninguém confirmou. Convém esperar pelos factos antes de escolher lado.
O que já se pode dizer é outra coisa. A mesma lei de 1974 foi esquecida quando os próprios polícias passaram a noite em protesto em frente ao Parlamento, e foi aplicada agora. Isso é poder discricionário, e esse poder serve a qualquer governo contra qualquer um.
E fica a ironia. A plataforma pede mais Estado para resolver a habitação. Mais regras, mais dinheiro público, mais controlo. É o mesmo Estado que lhes levantou as tendas de madrugada. Quanto mais poder lhe dão, mais poder ele tem para usar contra quem lho deu.
O direito à habitação está na Constituição. As casas é que não aparecem por decreto.
A plataforma Casa para Viver condenou a "violência policial" contra as acampadas pela habitação em Lisboa e no Porto. Segundo a plataforma, "escolher a madrugada para lançar cães e carregar à bastonada sobre pessoas que se manifestavam pacificamente é uma decisão política", que "mostra que este governo prefere reprimir quem denuncia a crise da habitação a resolver a própria crise".
Leia a informação atualizada ao minuto aqui: bit.ly/4yGmDwU
#casaparaviver #habitacao #acampadalisboa #acampadaporto #policia #protestos #portugal #sociedade #noticias #sicnoticias
Carneiro foi ministro da Administração Interna até 2024. Tutelou a PSP. Em janeiro desse ano os próprios polícias passaram a noite em protesto em frente ao Parlamento, ao abrigo da mesma lei de 1974, e ninguém os tirou de lá.
O PS governou oito anos seguidos e nunca mudou essa lei. Em 2011, com um governo PS, a polícia também removeu as tendas do Rossio. Quem está no poder usa a força quando lhe convém. Quando passa para a oposição, descobre que é desproporcionada.
E reparem no título. A frase completa é atirar polícias contra cidadãos e cidadãos contra polícias. O jornal só ficou com a primeira metade.
Quanto à solução, uma garantia pública ao arrendamento. Mais Estado, com o mesmo poder que hoje critica e amanhã volta a usar quando governar.
O problema não é quem está no Governo. É o poder que todos querem manter para si.
Secretário-geral do PS considera “desproporcionada” a intervenção policial e exige uma “explicação cabal” do primeiro-ministro. Leia mais: expresso.pt/partidos-politic…
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🎙️ ESTADO DA MÁFIA | 10.º EPISÓDIO – “CACETADA”
Hoje, às 20h.
zurl.co/CJvoM
A crise da habitação leva mais uma cacetada – desta vez, de Bruno Garcia, Miguel Mendes de Almeida e Luís Gomes.
Comentamos as razões dos protestos e a curiosa contabilidade da estátua “pública”: os manifestantes conspurcam, os lisboetas pagam a limpeza e Carlos Moedas apresenta a conta como se o dinheiro lhe saísse do bolso. A generosidade dos políticos com o dinheiro alheio nunca conhece limites.
zurl.co/CJvoM
Segue-se a solução do ex-presidiário Isaltino Morais: um pacto de regime entre PS e PSD. Sim, os mesmos que se revezam no poder há mais de cinquenta anos vão agora juntar-se para resolver o problema que ajudaram a criar. Desta vez é que é!
Para terminar, Leitão Amaro oferece-nos o momento de humor: “Estamos a dar tudo o que temos!”
Vivemos num manicómio socialista. Aos libertários, resta denunciar o absurdo – e conservar o sentido de humor.
Hoje, às 20h (zurl.co/CJvoM) Vejam, comentem e partilhem. A habitação está cara; rir desta gente ainda é grátis.
Entra aqui e deixa já a tua assinatura: zurl.co/1tQ7W
Dá-nos um donativo: zurl.co/X1btC; transferência bancária: IBAN BE62 9053 6612 2261; Titular: Associação dos Libertários Portugueses
#EstadoDaMáfia #Cacetada #Habitação #PartidoLibertário #Liberdade
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Jornalistas no Texas a convite da Lockheed Martin: o que diz a Lei da Imprensa?
Verificação completa do ContraProva: contraprova.pt/posts/viajar-…
Isto não é sobre esquerda nem direita. É sobre o Estado.
Nos últimos 25 anos houve pelo menos 29 protestos que atravessaram a noite. Bombeiros com tendas 43 dias no Porto. Trabalhadores da CP 33 dias. Os próprios agentes da PSP passaram a noite em protesto em frente ao Parlamento em 2024. Às vezes a lei de 1974 aplica-se, às vezes esquece-se. Quem decide é quem manda nesse dia.
É isto o poder do Estado. Não é neutro nem constante. Hoje usa a força contra uns, amanhã contra outros, conforme convém a quem governa.
E há uma ironia que ninguém no Rossio parece ver. Pedem mais Estado, mais controlo das rendas, mais casas públicas, mais regras sobre os senhorios. Entregam mais poder à mesma máquina que lhes vem levantar as tendas de madrugada.
A direita que hoje aplaude a polícia devia pensar o mesmo. O poder que hoje se usa contra quem não gostas é o mesmo que amanhã se vira contra ti.
Menos poder ao Estado protege toda a gente. Mais poder só muda o alvo.
Replying to @PAG_UM
O levantamento documenta professores, trabalhadores da CP e oficiais de Justiça a pernoitar em protesto, sem intervenção policial. A crónica é de Pedro Almeida Vieira. paginaum.pt/2026/10/25/29-ev…
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A máscara vai cair
Dear Elon Musk @elonmusk ,
I am reaching out to you as a Ukrainian who has been personally persecuted by President Volodymyr Zelensky for criticizing his government’s corruption and the forced mobilization of ordinary people to the front lines, while, as I allege, members of his own family have not been mobilized or sent to fight.
You are absolutely right about how Ukraine’s political elite, which has maintained ties with George Soros for decades, is profiting from the war alongside certain Western elites.
As a man of integrity, you could help bring an end to this war by recommending one concrete measure to U.S. President Donald Trump—one that could help pave the way for a genuine peace-oriented political movement to come to power in Ukraine and prevent more Ukrainians from losing their lives.
That measure is the introduction of U.S. sanctions against what I call Ukraine’s “war party”: the political establishment that continues to enrich itself through the war while resisting a peaceful settlement. These sanctions should include freezing their assets and bank accounts in the United States and internationally, targeting their cryptocurrency holdings, and revoking their U.S. visas, including those held by their family members where legally justified.
While ordinary Ukrainians are being sent to their deaths, the families of senior officials continue to enjoy comfortable lives abroad. For example, the family of Rustem Umerov, a close associate of Zelensky, reportedly resides in the United States, including his brother.
The same concerns apply to those commonly referred to as Soros-backed activists and grant-funded organizations. Many individuals associated with these circles have reportedly received exemptions from mobilization under the current Ukrainian government, while publicly advocating for the continuation of the war and opposing both you and President Trump.
I believe targeted U.S. sanctions against those responsible for prolonging the conflict and profiting from it could help undermine the financial interests sustaining the war and create stronger incentives for peace.
I would also urge you to ask President Trump to raise the issue of political prisoners with Zelensky and demand the release of those imprisoned for their political views, calls for peace, and support for Donald Trump. Among them are Ukrainian MP Yevhen Shevchenko and Oleksandr Dubinsky, who, according to their supporters, have spent more than three years in detention because of their criticism of the pro-war political establishment and their advocacy for peace.
These individuals represent voices calling for peace in Ukraine, yet they have been silenced through imprisonment. Their cases deserve serious international attention and scrutiny.
I, too, was forced to leave Ukraine because of threats, as have many other Ukrainians who feared for their safety.
President Trump should finally stand up for Ukraine’s genuine political opposition—not the nominal opposition represented in the Verkhovna Rada today, which, in my view, largely supports the same pro-war establishment.
Ukraine needs a real political alternative, one that puts peace, human life, democratic freedoms, and the country’s future ahead of the interests of those who benefit from a prolonged conflict.
If you are interested in learning more, I would be glad to provide detailed information, supporting materials, and further context.
Thank you for your time and consideration.
Sincerely,
A Ukrainian citizen advocating for peace and democratic change
Concordo com metade. A imigração não explica sozinha a crise da habitação e sem imigrantes não há quem construa. O problema é falta de casas.
Os gráficos é que não provam o que parecem provar. Comparam percentagens sobre bases muito diferentes. Lisboa partia de rendas muito mais altas, e subir 74% em Lisboa pode ser mais euros do que subir 110% em Tomar. E tratam cada concelho como um mercado fechado. Quem chega a Lisboa empurra outros para a periferia, e é lá que a renda sobe.
Fica também uma pergunta. No gráfico do Médio Tejo, que números são os que aparecem debaixo de cada concelho? Em Abrantes, de 236 para 379 dá cerca de 61%, mas o gráfico diz 125%. Nenhum dos cinco pares bate com a percentagem ao lado.
Quanto às 723 mil casas vazias, muitas estão assim por causa das regras. Despejos que demoram anos, rendas antigas congeladas, obras que não compensam. A solução não é mais regras. É confiança para pôr as casas no mercado.
E aqui está a contradição. Diz que faltam casas e critica o fim da taxa extraordinária ao alojamento local e do travão às rendas, duas medidas que tiram obstáculos a quem quer pôr casas no mercado.
Os números da notícia que partilhaste contam outra história.
Das 5400 assinaturas, mais de 4700 são de uma petição que pede um pedido de desculpas. Não pede expulsão. As que falam em expulsar somam cerca de 680, e a mesma pessoa pode ter assinado várias. Chamar xenófobos a 5400 pessoas por pedirem desculpas a alguém é exatamente o tipo de rótulo que dizes combater.
Dito isto, tens razão no essencial. Ninguém deve ser expulso de um país pelo que diz. Discordo de quase tudo o que o Vida Justa defende, mas a liberdade de expressão ou vale para todos ou não vale para ninguém. E se ela tiver nacionalidade portuguesa, a Constituição proíbe a expulsão no artigo 33.º.
Responde-se a palavras com palavras. Com petições a pedir deportações, não.
Fontes
diariodistrito.sapo.pt/quatr…
peticaopublica.com/?pi=PT128…
This quoted post is unavailable.
Portugal entre os países onde o autoritarismo se enraíza. Parece grave, até se ler o relatório.
O critério é ter tido uma descida sustentada em pelo menos uma de três áreas nos últimos cinco anos. Isso aconteceu em mais de 86% dos 143 países analisados. Portugal está no grupo onde estão quase todos, não num grupo restrito de países autoritários.
A notícia não diz em que lugar Portugal ficou nem que pontuação teve. Só diz em que grupos de percentagens está incluído. No último relatório com ficha do país que encontrei, em 2023, Portugal estava em 28.º lugar entre 142. E o subtítulo, sobre a interferência do Governo na justiça, é uma conclusão global do relatório, não uma conclusão sobre Portugal.
Dito isto, a descida existe e merece atenção. O próprio relatório aponta o mesmo culpado em quase todo o lado, o poder executivo a crescer e os tribunais a perder força para o travar. Isso não é um problema de um partido. É o que acontece sempre que o Estado cresce e quem o fiscaliza fica para trás.
Fontes
worldjusticeproject.org/news…
worldjusticeproject.org/site…
Portugal está entre os países onde o autoritarismo está a enraizar-se, segundo a organização World Justice Project, que esta quarta-feira divulgou o Índice de Estado de Direito 2026.
Leia mais aqui: bit.ly/4yHbeNj
#worldjusticeproject #estadodedireito #portugal #autoritarismo #justica #direitosfundamentais #sociedade #noticias #sicnoticias
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Estão a querer tramar a Digi.
Toca a assinar. Não volto a pagar 50€ por tv net e telemóveis nas 3 imbecis.
Pela concorrência nas telecomunicações: que a ANACOM considere as recomendações da AdC
peticaopublica.com/?pi=PT133… #peticaopublica #peticao via @peticaopublica
O nível da aldrabice estatística para salvar a narrativa do PS 🤡
1- Cortam a cronologia em 2011 para fingir que a história da habitação começou aí.
2- Vendem 24 mil casas em 2024 como "um grande sucesso", ocultando que antes da crise se construíam quase 100 mil por ano.
3- Celebram um valor que continua mais baixo do que o ano em que a Troika entrou em Portugal.
Ignoram o desfasamento entre licenciamento e conclusão só para meter as cores dos partidos por cima. É a literacia de propaganda em todo o seu esplendor.
O nível da aldrabice estatística para salvar a narrativa do PS 🤡
1- Cortam a cronologia em 2011 para fingir que a história da habitação começou aí.
2- Vendem 24 mil casas em 2024 como "um grande sucesso", ocultando que antes da crise se construíam quase 100 mil por ano.
3- Celebram um valor que continua mais baixo do que o ano em que a Troika entrou em Portugal.
Ignoram o desfasamento entre licenciamento e conclusão só para meter as cores dos partidos por cima. É a literacia de propaganda em todo o seu esplendor.
Os teus próprios dados desmentem a tese.
Na tua lista, os Países Baixos estão entre os três países com mais arrendamento social. Em Amesterdão cerca de 37% das casas são habitação social. No mapa que partilhaste, Amesterdão está nos 68%, logo a seguir a Lisboa. Quase tanta habitação social como Viena e quase tão cara como Lisboa.
Estocolmo, na tua tabela, é a que tem menos habitação pública e a renda mais baixa. Só que esses 25% são rendas controladas, e para lá chegar a fila de espera anda pelos 9 anos, mais de 20 no centro. Renda barata para quem tem contrato, mercado paralelo para todos os outros.
E o indicador é renda a dividir pelo salário. Lisboa fica em último sobretudo por causa do salário, não só da renda.
Concordo contigo numa coisa. Faltam casas e a construção caiu a pique. O que decide é quantas se fazem, seja quem as faça. Licenciar em meses e não em anos, deixar de cobrar 23% de IVA na construção e libertar terrenos do Estado faz mais pela renda do que escolher um modelo de Viena com 100 anos de história.
E rendas abaixo do custo não dão receita ao Estado para pagar outros serviços. Ou é barato, ou dá dinheiro. As duas coisas ao mesmo tempo não.
Os teus próprios dados desmentem a tese.
Na tua lista, os Países Baixos estão entre os três países com mais arrendamento social. Em Amesterdão cerca de 37% das casas são habitação social. No mapa que partilhaste, Amesterdão está nos 68%, logo a seguir a Lisboa. Quase tanta habitação social como Viena e quase tão cara como Lisboa.
Estocolmo, na tua tabela, é a que tem menos habitação pública e a renda mais baixa. Só que esses 25% são rendas controladas, e para lá chegar a fila de espera anda pelos 9 anos, mais de 20 no centro. Renda barata para quem tem contrato, mercado paralelo para todos os outros.
E o indicador é renda a dividir pelo salário. Lisboa fica em último sobretudo por causa do salário, não só da renda.
Concordo contigo numa coisa. Faltam casas e a construção caiu a pique. O que decide é quantas se fazem, seja quem as faça. Licenciar em meses e não em anos, deixar de cobrar 23% de IVA na construção e libertar terrenos do Estado faz mais pela renda do que escolher um modelo de Viena com 100 anos de história.
E rendas abaixo do custo não dão receita ao Estado para pagar outros serviços. Ou é barato, ou dá dinheiro. As duas coisas ao mesmo tempo não.
Replying to @Intrapollis
Só há 3 países da OCDE a ultrapassar os 20% de arrendamento social, pasmem-se as pessoas:
*Áustria
*Dinamarca
*Países Baixos
Mas aqui em Portugal é que sabemos o que fazemos.
Isto está uma maravilha tão grande que faz todo o sentido continuarmos a fazer o que temos feito.
A dita "imprensa livre e independente" em 3 atos 🤡
1- A UE exige transparência total sobre o financiamento público dos media para evitar dependências.
2- 83% dos órgãos de comunicação social ignoram o prazo e recusam-se a mostrar os valores à ERC.
3- O regulador do Estado assiste de camarote e não passa uma única multa.
Quem paga os impostos não pode saber quem financia os jornais. É este o conceito de "isenção editorial" em Portugal.
































