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"ai tu só fala de política"
Tem gente demais procurando a janta em caçamba de lixo para que a gente se dê o luxo de não falar de política.
É muito doido saber que as pessoas estão dando o sangue para tentar manter uma base mínima de civilidade e republicanismo enquanto, com iguais possibilidades de ganhar, o adversário promete explicitamente transformar o país em um Porto Rico do Sul.
Vivemos o colapso da razão.
Há oito anos venho frisando: o bolsonarismo é uma doença social, pois intrinsecamente fascista; uma doença afetiva, pois prenhe de ódio; e uma doença psicológica, pois resulta em um profundo rebaixamento cognitivo.
Todo bolsonarista é um doente.
Os EUA sofrem de um caso grave de dissociação projetiva. Olham a deterioração do regime que eles mesmos fizeram e culpam os latinos, criam uma oligarquia de pedófilos e dizem que é coisa da Rússia, acham que sua economia voltada para bancar milionários vai mal por causa da China.
Camaradas de Porto Alegre:
A partir de março estarei coordenando um grupo de estudos do Seminário 15 do nosso velho Lacan.
Será uma atividade presencial, quinzenal, nas quintas-feiras pela manhã.
Para quem tiver interesse, mando os detalhes na DM.
A galera confunde demais as classes nosográficas do DSM (que mal e mal consegue fazer distinções entre as próprias categorias propostas) e as avaliações de caráter (que acabam influenciados pelo grau de identificação do avaliador) e aí acha que uma coisa exclui a outra.
O resultado é que o argumento "opa, pera, não é que eu fui um escroto, ataquei gratuitamente um monte de gente, proliferei discursos de ódio, é que eu sou bipolar" se tornou um salvo-conduto válido para não enfrentar as consequências das próprias ações.
Toda notícia sobre as barbaridades cometidas pelo ICE e respaldadas por Washington é uma prova de que os Estados Unidos não se preocupam sequer em preservar a aparência de democracia. A grande imprensa mundial, todavia, segue poupando o regime do Trump de adjetivos mais pesados.
cidadão médio retweeted
Vitória da ciência brasileira!
Uma notícia fundamental para a ciência nacional: o governo federal anunciou a recomposição de quase R$ 1 bilhão para universidades, institutos federais, CAPES, CNPq e centros de pesquisa, corrigindo cortes graves impostos pelo Congresso.
Ano eleitoral e aquele velho escroto de Santa Catarina já está descarregando caminhões de dinheiro em publicidade para mostrar a cara em horário nobre.
Deve ser coincidência.
Falo por mim: esse é exatamente o tipo de coisa que me faz ter cada vez menos vontade de assistir filmes e séries. Faz muito pouco sentido pagar assinatura de plataforma só para assistir as duas ou três produções que escapam à imbecilização total.
Matt Damon afirmou que muitos filmes produzidos para a Netflix precisam reiterar a trama três ou quatro vezes nos diálogos, já que parte do público costuma assistir enquanto mexe no celular:
“Na forma tradicional de fazer um filme de ação, você geralmente tem três grandes sequências que vão crescendo até a principal, cheia de explosões. Agora, a lógica mudou: eles dizem ‘podemos ter uma grande cena logo nos primeiros cinco minutos? Queremos que as pessoas continuem assistindo’”, explicou o ator.












