Ou seja: O problema não é trabalhar 6x1.
O PROBLEMA É O BRASIL.
Nosso país foi planejado nos mínimos detalhes pra ser um país de exploração, tanto de recursos naturais quanto de mão de obra.
Podem mudar escala de trabalho, bater o pezinho e reclamar com textão, que o sistema vai dar um jeito de manter o pobre no lugar de sempre, só que achando que conquistou algum direito.
Por quê?
Porque foi feito pra ser assim.
Desde 1500.
Hoje passei no posto pra abastecer e tinha uma placa no vidro:
"SALARIO MINIMO VIGENTE: G. 3.044.000"
Na cotação de hoje, isso dá R$ 2.703,28
Sabe quanto que é o salário mínimo do Brasil?
R$ 1.621,00
É de cair o furico da bunda
O problema não é trabalhar 6 x 1. O problema é o modelo da remuneração.
Já trabalhei 6x1 durante um tempo. Mas ganhando por hora, em dólar. Aí vale a pena.
O problema é ganhar um salário mínimo e uma cesta básica para se matar de trabalhar e não ter vida.
Portanto, nos moldes acima, é melhor acabar com a 6x1, e definir 40 horas semanais.
O que passar disso, paga hora extra. O trabalhador precisa ser melhor remunerado.
Aumenta até a produtividade da pessoa.
Aquilo que é moralmente certo não pode depender da nossa tolerância ao sofrimento.
O sofrimento é uma experiência profundamente individual.
A dignidade humana, não.
Uma pessoa não perde o direito à vida porque sua existência é difícil, porque depende inteiramente de outra pessoa ou porque nós, olhando de fora, consideramos seu sofrimento insuportável.
O sofrimento exige cuidado, amparo, responsabilidade. Não uma autorização para matar.
Eu hein
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acho muito engraçado que se marido e mulher realmente gostam de fazer as coisas juntos eventualmente alguém começa a se preocupar.
“vocês não fazem nada separados?”
“você precisa ter a sua própria vida”
“isso não é dependência?”
meu amor
eu escolhi essa pessoa entre uns 8 bilhões de seres humanos justamente porque gosto muito dela.
eu hein
é que os pais, muito dedicados, estão ocupados demais CONStRUiNdO o FuTuRo da cRiAnÇa.
trabalhando cada vez mais pra comprar cada vez mais tralhas.
e as poucas horas que ainda passam com os filhos são preenchidas por telas.
cada um no seu celular e o moleque na TV até onze horas da noite.
Fiama retweeted
A minha avó costumava ficar na calçada da vizinha, eram 4 velhinhas papeando, todas já morreram, a última morreu essa semana; levei minha mãe e o meu avô no velório e um dos filhos dela comentou com o meu avô:
- Se acabou tudo, João...
- Tudo se acaba, meu fio...
- A minha mãe foi a última, deve ser muito ruim ficar sozinho.
- A gente sempre tá sozinho, eu também sou o último, meu fio... meus irmãos já morreram, todos os meus amigos já morreram, mas eu nunca perdi ninguém.
A gente ficou sem entender, nos olhamos e foi como se a gente pensasse "João tá tão velho que já não consegue falar coisa com coisa". Aí minha mãe disse:
- Como não perdeu, papai? Todos já morreram...
Aí Seu João brilhou:
- Minha fia, quando a gente perde pra morte, então a gente ganhou. Porque tem de tudo nesse mundo, a gente briga, deixa de se falar, conhece alguem e vai embora, se abandona, brigamos por qualquer coisa, criamos inimigos. Todo mundo vai morrer, não tem como vencer a morte, então a gente não luta contra a morte, a gente luta contra o mundo e o mundo não tirou nenhum amigo de mim.
Bicho, na mesma hora eu lembrei do que Jesus disse: "Eu venci o mundo".
"Se a gente perder só para a morte, então a gente ganhou" - Seu João. 🥹
a minha mais velha é assim desde antes de ensinarmos.
desde bem pequenininha, se ela estivesse comendo alguma coisa e visse que eu e o pai dela não estávamos, ela estendia a mãozinha e dizia:
"pega pá vuxê"
largava no colo da gente e ia embora
essas semanas atrás, eu fiz pizza e no outro dia, comentei que haviam sobrado apenas quatro pedaços pro café da manhã, ou seja, alguém ia ter que comer outra coisa.
antes disso sequer ser uma questão, ela já desceu as escadas gritando:
"eu não quero pizza, não! hoje quero comer banana"
e é assim com tudo.
sempre a primeira a abdicar das coisas pelos outros.
é dela mesmo, de fábrica.
Fiama retweeted
Fanático é o homem que acha que o outro está errado em tudo por estar errado em alguma coisa.
— Chesterton
semana retrasada comentei com a minha mais velha, que tem 9 anos, que mesmo morando no Paraguai vamos comemorar o dia das crianças no dia 12/10
perguntei que brinquedo ela queria ganhar e ela:
“não quero brinquedo, não, mamãe. queria umas canetinhas novas e uns acessórios”
ACESSÓRIOS.
isso lá é palavra de estar no vocabulário de um cotoco de 9 anos?
respondi:
“tá bem meu amor, mamãe compra”
e fiz foi chorar quando ela saiu.
olha…
Hoje acordei às 6h30 e minha filha de 12 anos já tinha tomado banho, se arrumado para ir à escola e estava tomando o café da manhã.
Ao mesmo tempo em que senti um alívio por não acordar naquela correria do dia a dia, senti uma pulsada no coração. E agora estou aqui, chorando, olhando para ela entrar na escola e aceitando que a minha filha cresceu.
Só quem é mãe vai entender esse sentimento de orgulho e, ao mesmo tempo, de medo. É aquela sensação de perceber que uma fase está ficando para trás.
E foi assim que hoje percebi que demos adeus à infância.
Bem-vinda, adolescência! 💜













