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ALT A página 514 de *Por que as nações fracassam* (Acemoglu e Robinson) compara processos históricos de empoderamento. Cita os Estados Unidos e a Revolução Francesa, que, apesar das "armadilhas" do Terror sob Robespierre, deixou como legado as profundas reformas na França e na Europa, e não a guilhotina. O trecho destacado em amarelo estabelece o paralelo com o Brasil a partir dos anos 1970. Lula e outros líderes, intelectuais e oposicionistas buscaram transformar o PT, de raízes sindicais, numa frente ampla. Esse impulso se fundiu a movimentos sociais locais, à medida que o partido assumia prefeituras, estimulava a participação cívica e provocava uma "revolução" na governança. Diferentemente da Inglaterra do século XVII ou da França do século XVIII, não houve ruptura radical, mas o empoderamento iniciado nas fábricas de São Bernardo do Campo foi eficaz por gerar mudança política nacional, como a transição do regime militar para a democracia.
ALT A página 515 de *Por que as nações fracassam* conclui o argumento da página anterior. O trecho destacado afirma que a democracia, por si só, não garante pluralismo, e usa o contraste entre Brasil e Venezuela para demonstrar isso. A Venezuela também fez a transição democrática depois de 1958, mas sem empoderamento local e sem distribuir o poder político de forma pluralista. Corrupção, redes de compadrio e conflitos persistiram e, em parte por isso, os eleitores chegaram a apoiar déspotas em potencial, como Hugo Chávez, provavelmente por acreditarem que só ele enfrentaria as elites. Como consequência, o país segue sob instituições extrativistas, enquanto o Brasil quebrou seu ciclo.