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João Pessoa - Paraíba - Brasil
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Quando Lula chamou o bosta de granfino eu vi que se fosse 30 anos atras ele ia pegar uma cadeira e meter nas costas igual fizeram com o mentor do filhote de merda – at João Pessoa, Brazil
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Ora ora ! Wiler Tomaz também estava presente com algumas amiguinhas !! Continua trucando Flavinho 🔥🔥🔥
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Nesta quinta serão definidos os dois times que vão subir para a elite do Paraibano - vozdatorcida.com.br/nesta-qu…
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Quem nunca precisou trabalhar de verdade quer te convencer que o melhor é cortar investimentos pra quem tá na correria.
Flávio Bolsonaro quer cortar justamente aquilo que sempre ajudou milhões de brasileiros a subir na vida: aposentadoria, saúde, educação, Bolsa família e direitos trabalhistas.
Se Flávio ganha, você perde.
🔦 Assista ao novo episódio do Revelando: Flavinho de Papai, com MC Cabelinho: youtu.be/rI1C7pJx-fg
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O JN fez uma matéria sobre o Willer Tomaz, o cara que gastou mais de 5 BILHÕES em apostas?
E falou sobre a proximidade (sociedade?) com um político que anda muito comentado ? Falou em voos, troca de mensagens e escritório conjunto?
A carreira desse político deve acabar, né?
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Vocês estão de deboche, mas eu acho que o Felca trouxe um assunto muito importante para o centro do debate mesmo.
No caso, a necessidade de criminalizar o influenciador digital.
O que me surpreende nessa história toda era alguém esperar algo realmente IMPACTANTE vindo de onde estavam procurando. Aconteça o que acontecer domingo, o campo progressista precisa parar de dar palco pra gente boba antes de começar a se organizar decentemente pensando em 2030
Para a divulgação da partida contra o LASK pela 2ª rodada da primeira fase da Champions League, o Liverpool usou como cenário o Teatro Amazonas. Por que um clube inglês utilizaria a imagem de um cartão-postal do norte do Brasil, sem nem pôr um brasileiro na imagem? Eram o francês Bradley Barcola e o hungaro Milos Kerkez que estavam na foto. O PELEJA te conta mais da história econômica que explica esse post de um dos maiores clubes da Inglaterra.
Para entender como essas duas cidades passaram a fazer parte da mesma história, é preciso voltar ao século XIX, quando o movimento de seus portos aproximava lugares separados pelo Atlântico.
Naquele período, Manaus crescia com o comércio da borracha, cada vez mais procurada pela indústria. Do outro lado do oceano, Liverpool reunia empresas interessadas em ampliar seus negócios no norte do Brasil.
A borracha vinha do látex, um líquido extraído das seringueiras por trabalhadores conhecidos como seringueiros. Depois de preparado, o material era transportado de barco pelos rios da Amazônia até centros comerciais como Manaus, onde empresas compravam a produção para vendê-la ao exterior. De seu porto saía borracha; na direção contrária, chegavam produtos importados e passageiros atraídos pelos negócios da cidade.
Para os navios estrangeiros chegarem a Manaus, porém, era necessário ter autorização para navegar pelos rios brasileiros. Em dezembro de 1866, o governo imperial publicou um decreto que permitia a entrada de embarcações comerciais de todas as nacionalidades em determinados rios. A medida entrou em vigor em setembro de 1867 e incluía o rio Negro até Manaus, facilitando o comércio com o exterior.
Os irmãos Alfred e Charles Booth começaram, em 1866, um serviço de navegação a vapor entre Liverpool e o norte brasileiro. A Booth Line ampliou suas operações e se tornou uma das principais empresas no transporte de cargas e passageiros entre a Grã-Bretanha e a Amazônia. Pelas mesmas rotas que movimentavam mercadorias, viajavam funcionários, comerciantes e turistas.
Em 1902, os contratos para melhorar e administrar essas instalações foram transferidos à Manaos Harbour Limited, uma empresa criada em Londres que tinha a família Booth entre seus participantes.
Perto do porto, no centro de Manaus, funcionavam escritórios da Booth Line. A relação comercial com Liverpool também se fazia presente em terra, com funcionários e prédios utilizados nos negócios da empresa. Outras empresas do Reino Unido atuavam no abastecimento de água, na iluminação, nos bondes que transportavam moradores e nos telégrafos, usados para enviar mensagens a distância. Nem todas essas empresas, porém, eram de Liverpool.
Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas expressava a riqueza da borracha, mas que, por sua vez, era distribuída de forma desigual. Enquanto Manaus recebia materiais europeus para suas construções, seringueiros obtinham alimentos e ferramentas a crédito, pagos com borracha. Esse sistema, chamado aviamento, mantinha trabalhadores presos a dívidas com seus fornecedores e foi posteriormente considerado análogo à escravidão.
No porto, a presença estrangeira também envolvia conflitos. A historiadora Maria Luiza Ugarte Pinheiro, da Universidade Federal do Amazonas, identifica ingleses em posições de comando, enquanto brasileiros, portugueses e trabalhadores de outras origens exerciam funções intermediárias e braçais. Associações e greves passaram a cobrar salários e melhores condições de trabalho.
A ligação também chegou à medicina. Em 1905, a Escola de Medicina Tropical de Liverpool abriu em Manaus seu primeiro laboratório fora do Reino Unido. A instituição estudava doenças que atingiam moradores e trabalhadores nas regiões onde empresas britânicas faziam negócios. Os médicos Harold Wolferstan Thomas e Anton Breinl vieram investigar a febre amarela.
Thomas permaneceu em Manaus, trabalhou com médicos locais e se dedicou à saúde da população até morrer, em 1931. Seu nome é lembrado na Fundação Doutor Thomas, instituição municipal que atende pessoas idosas na capital amazonense.
O futebol também circulou nesse ambiente. Ingleses empregados em empresas instaladas em Manaus estavam entre os praticantes do esporte em seus primeiros anos na cidade. A convivência entre trabalhadores e os espaços de lazer da comunidade britânica ajudaram a difundir o jogo.
Fundado em 23 de junho de 1908, o Manáos Athletic Club reunia ingleses que trabalhavam nessas companhias. A equipe conquistou os dois primeiros campeonatos amazonenses, em 1914 e 1915, e participou da formação das disputas locais.
Liverpool também recebeu sementes que ajudariam a criar concorrentes para a borracha amazônica. Em 1876, o botânico e explorador Henry Wickham levou sementes de seringueira do Brasil à Inglaterra, a pedido do Jardim Botânico Real de Kew. A carga desembarcou em Liverpool, onde foram produzidas mudas enviadas a colônias britânicas na Ásia.
Décadas depois, as plantações asiáticas passaram a disputar compradores com a Amazônia, contribuindo para a crise da borracha que atingiu a economia de Manaus no começo do século XX. No Brasil, a retirada das sementes ficou conhecida como biopirataria, embora, na época, não houvesse uma lei brasileira proibindo sua exportação. A perda de espaço no mercado enfraqueceu os negócios da região, mas não encerrou a ligação entre as duas cidades: a Booth Line continuou transportando cargas e passageiros até 1946.
Mais de um século depois, a publicação do Liverpool colocou o Teatro Amazonas diante dos torcedores do clube inglês. Construído durante a expansão do comércio da borracha, o edifício remete ao período em que Manaus e Liverpool mantinham relações comerciais através do Atlântico.
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