bruno retweeted
NÃO FOI NECESSÁRIO NEM UMA SEMANA PARA MAIS UM PROGNÓSTICO CERTEIRO DE CIRO GOMES, FEITO ANTES DO RESULTADO DO 2º TURNO, VIRALIZAR.
bruno retweeted
“Os eleitores do Renan enfiem esses 2% onde quiserem”
- Pablo Marçal
Nunca se esqueçam. Abraços.
bruno retweeted
queria dar um premio internet awards pra primeira pessoa que decidiu verificar se os grandes arautos da democracia estavam pelo menos com título de eleitor válido kkkkkkkkkkkkk
bruno retweeted
Viramos Black Mirror total
As pessoas pisando na saúde mental do cara pq ele não pagou pau para político! Sick demais!
bruno retweeted
O Brasil é um país tão avacalhado q a gente conseguiu criar a "revolução pró status quo":
todo mundo protestando A FAVOR do governo
bruno retweeted
Tabet acredita que o eleitor não compreendeu Lula. É o oposto. Ele entendeu perfeitamente.
O texto de Antônio Tabet sobre a derrota de Lula não é apenas uma crítica à comunicação do governo. É uma demonstração do problema que pretende diagnosticar. Há vários pontos ruins ali, alguns particularmente cretinos, mas o principal está na premissa.
Tabet não observa o lulismo de fora: é personagem da elite progressista que tratou o petismo como posição moralmente superior — e que agora tenta compreender a rejeição sem abrir mão dessa arrogância.
O primeiro erro é imaginar que a esquerda perdeu porque não aprendeu TikTok, Reels e algoritmos. É uma explicação confortável porque desloca o problema do conteúdo para a embalagem. Comunicação, porém, não é plataforma. É o que se diz, para quem se diz e se aquilo que se diz ainda guarda alguma relação reconhecível com a realidade.
João Campos é quase um laboratório. Passou anos dominando a estética digital: dancinhas, trends, humor, informalidade, cabelo descolorido e uma presença nas redes que lhe deu projeção nacional. E perdeu a eleição. Esse é precisamente o ponto que desmonta a tese de Tabet: dominar o dialeto do TikTok não imuniza ninguém contra a rejeição política. A plataforma amplia, aproxima, projeta e pode fabricar popularidade. O que ela não faz é obrigar o eleitor a comprar o que está sendo vendido.
A esquerda não perdeu a linguagem; instrumentalizou-a. Democracia, soberania, fascismo, golpe, ciência, cultura e direitos viraram armas de legitimação própria e desqualificação alheia. O efeito foi contínuo: incompreensão, cansaço, desconfiança e ojeriza.
Quando "democracia" é dita por quem afaga ditaduras amigas e aparelha o Estado, vira fraude. O mesmo vale para a "soberania" invocada por uma elite que financiou seu ecossistema com verbas de ONGs e fundações internacionais — USAID, Open Society, Ford Foundation. A soberania progressista sempre foi seletiva.
As redes destruíram a antiga intermediação. Jornalistas, artistas, ONGs e professores perderam o monopólio da narrativa. Qualquer cidadão resgata uma declaração desastrosa e expõe a farsa em tempo real. O eleitor virou um consumidor treinado contra a picaretagem: o mesmo sujeito que identifica no Instagram a pílula milagrosa ou o coach de riqueza instantânea liga o desconfiômetro contra a propaganda política.
Por isso, a inversão mais incômoda para Tabet é simples: o eleitor não abandonou Lula por deixar de entendê-lo, mas porque o entendeu perfeitamente. Nem cabe culpar assessores por ruídos. As ditas "gafes" são o projeto sem filtro. Lula discursou sem parar no terceiro mandato, e a mensagem corroeu a si mesma.
Depois de diagnosticar presunção, vaidade e desconexão, Tabet volta ao repertório do medo: fim do Pix, Vorcaro solto, Tigrinho liberado, igrejas evangélicas empoderadas, 6x1 mantida, florestas queimadas, praias privatizadas, STF dominado e Brasil transformado em quintal de Trump. A autocrítica dura até o instante em que o eleitor precisa ser convencido a votar certo.
Comunicação exige credibilidade, e credibilidade exige verdade. Uma mentira bem editada para o TikTok continua sendo mentira. Lula 3 não fracassou por ignorar o algoritmo. O terceiro mandato trouxe de volta uma palavra muito menos charmosa que as teorias de marketing: demagogia.
O que voltou não foi a democracia.
Foi a demagogia.
E demagogia nenhuma se salva com dancinha.
unavailable
bruno retweeted
Bem-vindo, Tabet.
Demorou, mas você finalmente conheceu a esquerda.
Descobriu a autossuficiência, a presunção, a vaidade, a bolha dos artistas milionários, a dificuldade de conversar com o trabalhador comum, o sufocamento de novas lideranças e a incapacidade de perceber a própria rejeição.
Para quem observa isso há anos, nenhuma novidade. A novidade é você ter percebido.
Existe uma propriedade curiosa nos defeitos políticos: enquanto ajudam o nosso lado a ganhar, parecem estratégia; quando ajudam a perder, transformam-se subitamente em objeto de profunda reflexão.
Mas gostei especialmente do final. Depois de uma bela autocrítica, você chega perigosamente perto da pergunta que talvez importe mais do que todas as outras: por que tanta gente preferiu o outro lado?
E então recua.
Pix! Tigrinho! Igrejas evangélicas! Trump! Florestas! Praias! STF!
Ufa.
Por alguns parágrafos achei que você fosse cometer a imprudência de levar a sério o eleitor que pensa diferente de você.
Bom… esta derrota de Lula para o filho de Jair Bolsonaro no 1º turno joga luz sobre problemas que cercam o atual presidente há décadas. Sem exagero.
Para começar, a péssima comunicação. O campo progressista perdeu-se na autossuficiência. Enquanto a direita assimilava a linguagem do TikTok e surfava nas redes, a campanha da esquerda seguiu apostando na cirandinha de chamar artistas milionários (gente até com problema na Justiça que, se não fosse da patota, estaria cancelada) para fazer clipe bonitinho. Artificio que era tendência lá em 1985.
Depois, mais presunção. Houve tempo de sobra para construir outra liderança, mas todas as possibilidades foram sufocadas. Dino foi empurrado pro STF, Haddad deslocado para segurar as buchas, Boulos ficou em banho-maria e as mulheres… bem… que mulheres? Os machistas elegeram mais senadoras que os feministas. Curioso, não?
Ah! E isso tudo tapando o sol da rejeição ao lulopetismo com uma peneira. A síndrome do protagonista parece ser mais contagiosa que a tal vontade de lutar pela democracia.
Aí, tome desconexão com a realidade! Desta vez, com o trabalho informal. Muita lacração e poucas ideias para motoristas de aplicativo, pequenos empresários, autônomos, influenciadores e motoboys. Prova disso foi a maneira atabalhoada com a qual jogou no ventilador a MP das BETs. Poderia dialogar, planejar, estipular um prazo ou ir em cima só de cassinos, mas preferiu tratorar e subestimar outra paixão do brasileiro: o futebol. Incomodou você? Bem… você e a torcida do Flamengo. Flamengo, Corinthians, Santos, Vasco e outros… literalmente. Bastava ler a repercussão aqui para ter a medida.
Na real, dá para resumir tudo aí em cima em uma palavra: vaidade.
Enfim… dá tempo de consertar? Algumas coisas? Sim. A eleição tá perdida? Não. Dá para virar. São dois turnos e só acaba quando termina. E mais: este pleito tá provando que o improvável tá bem distante do impossível. E todas… absolutamente todas as pesquisas erraram. Cravar o que vai acontecer não é um exercício fácil.
Resta saber se, em três semanas, a imprensa, a opinião pública, políticos, instituições e o eleitor brasileiro estão mesmo a fim de um país que, segundo notícias e rumores, poderia acabar com o Pix, soltar Vorcaro, liberar o Tigrinho, empoderar Igrejas Evangélicas, manter a escala 6 por 1, queimar mais florestas, privatizar praia, dominar o STF, virar quintal de Trump etc.
Quem viver verá.
bruno retweeted
Autocrítica? Nem pensar. A culpa é do povo, que não merece sua bondade. A culpa é do pobre de direita. A culpa é do Donald Trump, do Elon Musk, das redes sociais. A esquerda nunca erra. A culpa da sua queda é do mundo, que insiste em não parar de girar.
bruno retweeted
Eu venho falando nisso a mais de ano.
Hoje em dia se você em um chão de fábrica, só vai ter Bolsonarista, e essa classe antes era dominada pela esquerda sindicalista.
É muito mimimi com pautinha importada dos EUA que não põe comida na mesa de ninguém.
bruno retweeted
"O que aconteceu para a direita crescer tanto?"
A direita não cresceu. Muita gente votou no Flávio por não suportar mais o que os arautos da moral, da virtude, da superioridade moral intelectual esquerdistas fizeram nos últimos 4 anos.
Muita gente está disposta a votar em qualquer coisa (eu disse COISA, nem precisa ser pessoa) pois não suporta mais essa esquerda babaca, cirandeira, arrogante.
Não, a direita não cresceu. Cresceu gente que não suporta mais a esquerda, suas pautas apresentadas com agressividade, seu desdém por quem discorda, sua cultura de medo, perseguição e máquina de moer reputação.
Essa derrota é de vocês. Não é de nada fora. Façam uma autocrítica e mudem... ou continuem levando um pau nas urnas e culpando fantasmas externos a vocês.
bruno retweeted
1) Apelaram para “frente ampla em defesa da democracia” em 2022 para em seguida dobrarem a aposta no “nós contra eles”.
2) Não levaram a sério a pauta de segurança pública em um momento que o brasileiro tem medo de andar na rua.
3) Buscaram resolver o problema fiscal com aumento de impostos, inclusive de natureza regulatória.
4) Subestimaram a percepção de perda do poder de compra.
5) A cada 4 anos, tornam a tratar o eleitor de centro com arrogância e como parte de um balaio de “inimigos do povo”.
6) Relevaram (e apoiaram) os arroubos autoritários de ministros do STF, com inquéritos intermináveis e conflitos de interesse. Seguiram nesse caminho mesmo com evidências fortes de envolvimento no caso Master.
7) Toleraram e justificaram a gastança de dinheiro público, tratando responsabilidade fiscal como “babaquice” e se recusando a entender o impacto que isso tem na taxa de juros.
8) Fraude no INSS
9) Idas e vindas em temas sensíveis, como o caso das bets, com a desculpa do presidente que “não sabia” do problema das bets.
Só é surpresa para quem se recusa a ver a realidade por torcida política.
bruno retweeted
E tem gente batendo palma para essa resposta horrível, a taxa de homicídio na Bahia é 8 vezes maior que a de São Paulo – at Juiz de Fora, Brasil






























