Jornalista, escritor e gestor cultural no @sempreumpapo @fliaraxa @flitabira @fliparacatu @flipetropolis @mondolivro. Vencedor do Prêmio Faz Diferença 2026

Belo Horizonte, Minas Gerais
Joined July 2009
Aos 40 anos de @sempreumpapo, uma excelente matéria que conta um pouco da história. Obrigado, @valoreconomico. A. Link: valor.globo.com/eu-e/noticia…
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LENINHA FAZ HISTÓRIA: 1ª MULHER NEGRA PRESIDENTE DO PT MINEIRO PODE SER A PRIMEIRA A ASSUMIR, EM JANEIRO, A PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS No meu Substack: substack.com/profile/1120883… A deputada @leninhamoc13 (PT) poderá assumir a presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais em janeiro de 2027, caso Tadeu Leite (MDB) antecipe sua saída para ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. Atual primeira vice-presidente da Casa, Leninha assumiria o comando do Legislativo mineiro até 1º de fevereiro, quando começa o mandato da nova Mesa Diretora. Reeleita deputada estadual nas eleições de outubro de 2026, com 87.792 votos, Leninha garantiu seu terceiro mandato consecutivo, que se estenderá até 2031. Desde setembro de 2025, é também presidente estadual do PT em Minas Gerais, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar o cargo. Sua trajetória política foi construída nos movimentos sociais e na defesa dos direitos das populações do Norte de Minas. A parlamentar já exerceu temporariamente a presidência da Assembleia em junho de 2026, mas poderá agora ocupar o cargo em decorrência da saída definitiva de Tadeu Leite. Em mais de 190 anos de existência, a Assembleia nunca teve uma mulher negra como presidente titular. A presença de Leninha nesse posto teria um significado que ultrapassa a mudança de comando. As mulheres negras, historicamente sub-representadas nos espaços de decisão política, constituem uma parcela importante da sociedade mineira. Sua chegada à presidência da Assembleia tornaria mais visível essa representação em uma das principais instituições do Estado. A representatividade importa porque as instituições democráticas precisam refletir a diversidade da população. E quando uma mulher negra chega à presidência de uma instituição dessa importância, mesmo que por algumas semanas, sua presença também amplia as referências para outras mulheres negras que desejam participar da vida política. Leninha — Minibiografia Marilene Alves de Souza, conhecida como Leninha, nasceu em Montes Claros (MG), em 17 de agosto de 1964. Mulher negra, professora, bióloga e mestre em Desenvolvimento Social pela Unimontes, construiu sua trajetória política nos movimentos sociais e sindicais do Norte de Minas. Foi dirigente do Sind-UTE/MG, presidente regional da CUT e atuou na coordenação de programas de construção de cisternas no semiárido. Eleita deputada estadual pelo PT em 2018, tornou-se a primeira mulher negra a ocupar a vice-presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Em sua atuação parlamentar, destacam-se iniciativas relacionadas à dignidade menstrual, à agricultura familiar e aos direitos das comunidades tradicionais. Reeleita em 2022 e 2026, exercerá seu terceiro mandato consecutivo a partir de fevereiro de 2027. Desde setembro de 2025, é também presidente estadual do PT em Minas Gerais, a primeira mulher negra a ocupar o cargo.
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Apoiadores de Lula ecoam o grito do Galo no centro de BH: “Eu acredito!” Imagens: Youtube / Lula
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Agora a escolha ficou mais fácil. A.
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Bolsonaro fez isso dezenas de vezes. A.
Cinegrafista praticando o JORNALISMO! Sutilmente, e habilmente, ele revela que Trump finge acenar para uma multidão quando na verdade... 🇺🇸
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Hora de ler @abranches - a análise mais sensata escrita a quente. E, na minha interpretação, a conclusão não é boa... A. sergioabranches.substack.com…
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“Uma vez mais, recomendo os sonhos.” Esta frase é de Lichtenberg, um filósofo alemão nascido no século XVIII, em tradução de Murilo Mendes. Jorge Luis Borges imaginou um homem capaz de sonhar outro homem até fazê-lo existir. E que, ao final, descobre ser também o sonho de alguém. Talvez seja essa uma das grandes questões da Política: quanto da realidade que vivemos começou, um dia, na imaginação de alguém? Sonhar não é necessariamente fechar os olhos para o mundo. Às vezes, é justamente o contrário: é conseguir enxergar aquilo que ainda não existe. Recorro aos sonhos porque são eles que nos sustentam quando a realidade parece estreitar nossos horizontes. Recorro aos sonhos porque acredito em Calderón de la Barca: “A vida é sonho”. E porque o Brasil também foi construído pelos sonhos de gente como Betinho, que não aceitava a fome como destino; Paulo Freire, que fez da educação um exercício de liberdade; Darcy Ribeiro, que dedicou a vida a pensar um país capaz de realizar suas possibilidades. Penso também em Carolina Maria de Jesus, que escreveu sobre um Brasil que muitos preferiam não enxergar. Em Zuzu Angel, que enfrentou a ditadura à procura do filho, até ser assassinada; Em Dom Hélder Câmara, que nunca separou a fé da justiça social. Em Ulysses Guimarães, que ajudou a transformar a esperança democrática em Constituição. Nenhum deles se contentou com o mundo tal como o encontrou. Talvez seja isso que os sonhos nos peçam: não apenas imaginar outro mundo, mas reconhecer o trabalho que ainda falta para construí-lo. Uma vez mais, recomendo os sonhos. E a gente sabe de qual lado os nossos sonhos de um país justo, igualitário e Democrático, está. É o de Lula. A.
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Uma vez mais, recomendo os sonhos. (Lichtenberg, em tradução de Murilo Mendes). Georg Christoph Lichtenberg foi um escritor, físico, matemático e filósofo alemão, considerado um dos grandes mestres do aforismo na literatura europeia. Nasceu em 1º de julho de 1742, em Ober-Ramstadt, na Alemanha, e morreu em 24 de fevereiro de 1799, em Göttingen, aos 56 anos.
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Bom dia. Acordei macambúzio hoje. Esta é uma eleição onde o medo tem lado. Foda. A.
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Faleceu o ex-reitor da PUC Minas, Gamaliel Herval. RIP. A.
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Do @abranches: Ando incomodado em como estão traduzindo o que estava no míssil inflável levado para as ruas em SP por bolsonaristas. Lê-se “Trumo nuke Brazil”. Traduz-se “Trump bombardeie o Brasil com artefato nuelar”. No popular, ““Trump jogue uma bomba atômmica no Brasil”. Como tem sido traduzido: “Trump, bombardeie o Brasil”. É grave, mas pedir que o Brasil seja amiquilado por uma bomba atômica é muitíssimo pior.
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Afonso Borges retweeted
Deixemos o otimismo para tempos melhores. Todas as pesquisas sérias indicam o empate entre nos candidatos. Temos que trabalhar dobrado para a eleição de @LulaOficial. Um indicativo importante: tradicionalmente, os indecisos decidem nos últimos 3 dias antes do voto. Ou seja, não tem descanso! A. @AndreJanonesMG
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Minha impressão é que, para os indecisos e os que pensam em se abster, o debate foi péssimo. Quem já tinha candidato saiu com as mesmas convicções. Quem esperava propostas encontrou ataques e acusações. O debate mobilizou os convertidos, mas pode ter afastado quem ainda procurava uma razão para votar. Na minha opinião, os indecisos agora tem uma razão a mais para não ir votar. A.
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E porque não houve pedido de direito de resposta por parte do Lula? A.
Que regra de debate é esta que dá a última palavra a um candidato sem tempo para responder a uma ofensa que não informa qual foi e o candidato apenas faz campanha?
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Deixemos o otimismo para tempos melhores. Todas as pesquisas sérias indicam o empate entre nos candidatos. Temos que trabalhar dobrado para a eleição de @LulaOficial. Um indicativo importante: tradicionalmente, os indecisos decidem nos últimos 3 dias antes do voto. Ou seja, não tem descanso! A. @AndreJanonesMG
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Nem sei o que dizer. Texto incrível de Giovana Madalosso. Leiam, por favor? A. Folha – 18/10/26 – Giovana Madalosso O que aprendi obituando dezenas de vítimas de Coronavírus www1.folha.uol.com.br/coluna… Era dilacerante ouvir as histórias das vítimas e depois ver o ex-presidente espalhando fake news sobre a eficácia da vacina Aprendi que cada vida é bonita e singular à sua maneira; o desprezo pela vida não pode ser repetir no Brasil No começo da pandemia, um artista, Edson Pavoni, me procurou com uma proposta. Queria montar uma rede de jornalistas e escritores para obituar as vítimas de Covid, de forma que não se tornassem só mais um número. Tentamos imaginar quantas pessoas morreriam. "40 mil, 50 mil?" Lembro de cogitarmos, certos de que nunca passaria disso —quanta inocência! Propus que fizéssemos questionários a serem preenchidos online pelas famílias das vítimas, de onde cada redator tiraria as informações para fazer o tributo, que depois subiria para o site. O criador do projeto rechaçou a ideia: a coleta de informações tinha que ser por telefone. Uma conversa sem pressa com o familiar, uma troca que colaborasse de alguma forma com o processo de luto. A missão parecia impossível, mas era também irrecusável. Eu e uma rede de voluntários, espalhados por todo o Brasil, começamos a ligar para as pessoas que se cadastravam no site pedindo pelo tributo. Lembro de estar isolada em casa e me esconder da minha filha, na época uma criança, para falar ao telefone: ouvir as pessoas chorando também me fazia chorar. As conversas eram dilacerantes. Também era dilacerante deixar o telefone no fim do dia e ver as notícias. Ainda com as histórias das vítimas na cabeça, assistir ao ex-presidente dizendo que a Covid era só uma gripezinha. Vê-lo fazendo mímica com falta de ar, espalhando fake news sobre a eficácia da vacina, deixando na mão quem precisava desesperadamente de auxílio. Se a vacina não chegava para a maioria, em certas comunidades, não chegava nem máscara, nem álcool em gel, nem sequer um aceno. Ou melhor, chegava: o aceno de que ninguém se importava com eles. Uma indígena me contou que nem tentavam mais a saúde pública. Cientes do desmazelo, tratavam as vítimas com suas próprias medicinas. Enquanto isso, eu e os voluntários seguíamos entrevistando os familiares das vítimas. Mães, pais, maridos, esposas, filhos, irmãs, irmãos, netos, enteados, primos; em longas ligações em que os enlutados descreviam a pessoa que perderam, choravam, lembravam de episódios ternos ou marcantes e, às vezes, se indignavam: ele ou ela não precisava ter ido embora tão cedo. Ainda lembro de trechos de alguns tributos, e revivo aqui a memória de Agatha, de 25 anos, que sonhou com um cavalo branco vindo buscá-la alguns dias antes de sua morte; Aldevan Baniwa, que sabia enxergar os cogumelos luminescentes da floresta; Gabriel, que viveu só uma horinha fora da barriga de sua mãe, mas nesse tempo foi muito amado por ela; Alessandro, que sempre chegava em casa gritando "hello, family"; Mamy, da etnia gavião, que ensinava as meninas a flechar, cortar de machado e matar o próprio jabuti; Beraldina, que tomava banho, cantava e rezava de madrugada como um ritual de gratidão; Gardiman Júnior, que adorava gravar o canto dos pássaros; José, oficial da marinha que cantava serestas; Lindalva, que batia papo com todo mundo na rua. Escrevendo esses e outros tributos, aprendi que não existe uma trajetória parecida com a outra e que cada vida é sempre bonita e singular à sua maneira. Que a vida nunca mais seja tratada com desprezo no Brasil. Para ler os tributos citados e outros na íntegra: xn--inumerveis-x4a.com.br.
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Hoje é Dia do Médico. A despeito da posição vergonhosa das entidades representativas, como o @medicina_cfm durante a pandemia (e depois), existem pessoas como Carlos Starling, Drauzio Varella e Margareth Dalcolmo, entre muitos. A eles, nossos parabéns. Eles nos representam. A.
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