É sempre importante vencer, mas este foi mais um jogo que expôs claramente o momento atual do Sporting, sobretudo do ponto de vista mental.
Uma exibição muito sofrível, marcada pela falta de confiança, por erros básicos e por enormes dificuldades em ultrapassar o meio-campo adversário sempre que o Marítimo ativava a pressão. A equipa continua a transmitir uma insegurança preocupante, mesmo que tenhamos rodado meia equipa.
Apesar de uma vantagem de dois golos até aos 89 minutos, voltámos a complicar desnecessariamente o jogo, sofrendo mais um golo na sequência de um cruzamento. O adversário ainda dispôs de condições para chegar ao empate.
O Sporting treme por todos os lados. Há demasiados jogadores a apresentar um nível exibicional muito abaixo do exigível, e a vitória não pode esconder os problemas que continuam por resolver. Pedro Lima acabou por ser decisivo.
Gooolooo. Pedro Lima. Após falhar isolado, conseguiu redimir-se com um grande ataque ao primeiro poste e belo cabeceamento. Bom golo a terminar a primeira parte. Veremos se pode ser um golo que dá alguma confiança.
Está a ser uma das piores primeiras partes do Sporting dos últimos largos anos. Uma equipa completamente privada de confiança, com o medo de errar a condicionar cada decisão e a levar os jogadores a falhar passes básicos, que normalmente executariam sem dificuldade.
A isto juntam-se posturas corporais e comportamentos em campo de vários jogadores que são difíceis de compreender a este nível. Falta personalidade, confiança e capacidade para assumir o jogo. Um cenário profundamente preocupante, que vai muito além das dificuldades táticas e expõe um problema evidente na resposta mental da equipa.
20 minutos iniciais de dificuldades do Sporting, sobretudo quando o Marítimo ativa a pressão. Perante a nossa construção a três, o adversário coloca três jogadores na primeira linha de pressão, condicionando as ligações dos nossos centrais e do médio, que têm revelado dificuldades em encontrar soluções, tanto através de passes verticais como de ligações laterais que permitam enquadrar jogadores leoninos nas costas da segunda linha de pressão.
A equipa tem recorrido excessivamente a passes para trás e a bolas longas, muitas vezes sem uma referência clara para dar continuidade à jogada.
9 pontos de distância do primeiro lugar em OUTUBRO.
Uma equipa extremamente irregular, com os mesmos problemas que a atormentam há bastante tempo. Não há sinais consistentes de melhoria, e a cada jogo que passa, a sensação é de que o cenário se torna ainda mais preocupante.
As exibições não convencem, os resultados não aparecem e a equipa continua sem demonstrar capacidade para inverter uma tendência que já se prolonga há demasiado tempo.
Perante este cenário, a pergunta impõe-se: o que está à espera Varandas para tomar uma decisão drástica?
Que jogo está a fazer o Irankunda. Capacidade de desequilíbrio brutal, acompanhada de uma tomada de decisão top. O australiano não quer perder pontos.
Gooooloooooo. Luís Suarez! Belo cruzamento atrasado de Fresneda e finalização do colombiano! Acredita Sporting!
Primeira parte de um Sporting desconfiado de si próprio, a querer fazer tudo demasiado depressa, condicionado pela ansiedade de não perder pontos. A equipa tem revelado precipitação nas suas ações, faltando-lhe tranquilidade e critério para controlar o jogo.
O adversário tem sabido tirar partido desse contexto, gerindo a vantagem com serenidade e aproveitando os espaços concedidos pelo Sporting para sair em transição, tendo já criado situações para ampliar o marcador.
O Sporting treme por todos os lados, transmite insegurança e está longe de demonstrar a estabilidade necessária para dar a volta ao resultado. Será necessária uma segunda parte praticamente perfeita para inverter este cenário.
Irankunda, inicialmente posicionado por dentro, não conseguiu acompanhar o movimento de Robinho, que atacou a profundidade e cruzou ao segundo poste. O adversário aproveita a situação para abrir o marcador.
É preocupante a facilidade com que os adversários conseguem chegar a zonas de finalização e criar perigo junto da nossa linha defensiva. Neste lance, praticamente todos os elementos da linha defensiva chegam atrasados à ação, sem capacidade para intercetar o cruzamento ou condicionar a finalização, permitindo ao adversário finalizar com demasiada facilidade.
Flávio e Doumbia posicionam-se nas costas dos médios adversários, com o português a assumir uma posição mais fixa no corredor central, enquanto o italiano beneficia de maior liberdade para explorar a profundidade e dar largura ao jogo através de movimentos laterais.
Quando Irankunda se posiciona mais baixo, é Doumbia quem procura ocupar o corredor exterior, privilegiando movimentos de profundidade no espaço entre o defesa-central e o lateral adversário, papel que mais gosta de desempenhar.
15 minutos de um Sporting dominador, a assumir o controlo da partida e a instalar-se com frequência no meio-campo ofensivo do adversário. A equipa tem explorado sobretudo os corredores laterais, com particular incidência em Irankunda, conseguindo criar desequilíbrios e ferir com facilidade a linha defensiva do Viseu.
Também no momento da perda, o Sporting tem demonstrado capacidade de reação, recuperando a bola com eficácia e condicionando as tentativas de saída para o ataque do adversário.
A maldição do LASK volta a atacar em Alvalade, num jogo em que o Sporting voltou a evidenciar enormes dificuldades em organização ofensiva, a transição defensiva deixou também sinais cada vez mais preocupantes. Muito espaço no corredor central, referências adversárias livres e demasiada facilidade em receber de frente para a nossa linha defensiva e progredir no terreno.
Infelizmente, o Sporting é neste momento uma equipa conhecida pela irregularidade, oscilando entre exibições positivas e outras bastante aquém das expectativas, sem conseguir encontrar a consistência exibicional e de resultados que as ambições do Clube exigem.
Com a possibilidade de praticamente garantir o apuramento para o play-off, voltamos a vacilar em casa, num jogo e numa exibição que levantam ainda mais dúvidas e preocupações sobre o momento da equipa.
A inconsistência já não é um episódio isolado. É um padrão que importa corrigir.
Sporting sempre! 💚
Transições defensiva medonha. Jogo muito fraco do Sporting, não conseguindo ter superioridade na partida desde o momento que sofreu o empate.
Em organização ofensiva, o Sporting continua a evidenciar algumas dificuldades na criação de oportunidades. A equipa já não demonstra a mesma capacidade para desmontar o bloco adversário, através de combinações curtas nas costas dos médios e de uma ocupação de qualidade dos espaços interiores, muito pela mudança de características.
Neste momento, estamos muito dependentes das transições ofensivas, uma das armas mais valiosas da equipa esta época. É também por isso que, em determinados momentos, o Sporting se sente confortável a defender num bloco médio, procurando condicionar o adversário e explorar os espaços disponíveis após a recuperação da bola.
Ainda assim, sendo uma equipa que assume o protagonismo e terá de assumir a iniciativa na maioria dos jogos, é fundamental evoluir em organização ofensiva. A dificuldade em criar e desmontar blocos baixos continua a ser um aspeto preocupante, no qual precisamos de crescer para tornar o nosso jogo mais consistente e menos dependente das transições.
Perda de bola dentro do nosso meio-campo, na sequência de um passe vertical de Inácio. A receção de Suárez não é a melhor e permite ao adversário recuperar e sair rapidamente em ataque rápido, apanhando a nossa equipa desequilibrada.
Os nossos médios encontravam-se demasiado projetados e não conseguiram recuperar a tempo de controlar o jogador que recebeu o passe atrasado. Apesar de a linha defensiva estar em superioridade numérica, encontrava-se em movimento de recuo e Quaresma não conseguiu subir a tempo de assumir a marcação ao adversário, permitindo-lhe receber com espaço.
Um golo que surge num momento em que o Sporting tinha o jogo controlado e se sentia confortável na partida.
O Sporting tem estado agressivo na pressão (Altimira novamente a encaixar), tanto em pressão alta como num bloco médio. As referências individuais estão bem identificadas, com os jogadores a saltarem no momento certo, a assegurarem as passagens de marcação e a garantirem os devidos acompanhamentos quando o adversário procura explorar a profundidade através de passes longos.
15 minutos de boa pressão coletiva, com a equipa a condicionar as soluções do adversário, sem permitir encontrar o homem livre ou tirar partido das movimentações para criar desequilíbrios na nossa organização defensiva.
