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Tudológo em formação. Profeta do Apocalipse.

Rio de Janeiro, Brasil
Joined January 2020
“A história se repete, a primeira como tragédia e a segunda como farsa”
Wow!! The cereal aisle here is almost bigger than the average supermarket in my country 🤣
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Esse nível de concentração de riqueza é ultrajante para mim. Com esse dinheiro, daria pra distribuir US$ 100 pra cada pessoa no planeta e o Musk ainda estaria entre os maiores bilionários do mundo. Ninguém deveria ter tanto poder, especialmente quando outros têm tão pouco.
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Oh damn
O IPCA foi divulgado pelo IBGE. Acesse: bcb.gov.br/estatisticas #Inflação #IPCA #IBGE #BancoCentral
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não sei vocês mas EU odeio interstellar e o nolan superestimado e gosto MUITO do lynch e de twin peaks
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Essa história de milícia se popularizou muito com filme Tropa de Elite, mas de lá pra cá o mundo mudou, as milícias já quase desapareceram no Rio de Janeiro, não dominam mais nenhuma área grande, e a esquerda continua presa nesse debate.
Readers added context they thought people might want to know
45% da área controlada por grupos criminosos no RJ, são controladas pelas milícias. E fake news que esses grupos não tem mais influência ou acabaram. Como mostra a reportagem, as milicias atuam até hj. g1.globo.com/rj/rio-de-jane…
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Senhoras e senhores, preparem a pipoca para assistirem a queda de um grupo político no RJ igual a dominó
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Os caras tão bebendo detergente
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Hegel, sem dúvida, parecia influenciado por algo de demoníaco; não só por beber fartamente de correntes esotéricas, por (ao que tudo indica) ter sido iniciado em algumas seitas, mas também porque toda a sua "filosofia" opera como uma espécie de "feitiçaria", poderosíssima e capaz de sequestrar até mesmo grandes mentes como a de Vladimir Soloviov, que em vão tentou harmonizá-la ao cristianismo. Kant, por outro lado, era uma mente brilhante e um grande epistemólogo; filósofo, porém, tragicamente limitado pelo próprio contexto. Seu maior defeito era, indiscutivelmente, a húbris, a arrogância intelectual que primeiro surge com grande força em Descartes e passa então a ser um "padrão" na modernidade filosófica. Se Kant tivesse tido acesso à verdadeira filosofia escolástica, e não à medíocre Schulmetaphysik de sua época, poderia ter deixado um legado positivo, uma genuína contribuição; porém, ainda assim faltava-lhe, inegavelmente, aquela velha humildade socrática e o anseio contemplativo. Isso fica evidente em várias partes da Kritik der reinen Vernunft, mas me choca em especial a arrogância com que ele anuncia ter colocado a metafísica na "via segura de uma ciência" e quando declara que o maior risco que corre não é ser refutado, mas sim não ser compreendido ("...denn widerlegt zu werden, ist in diesem Falle keine Gefahr, wohl aber, nicht verstanden zu werden..."), escancarando sua confiança absoluta e inabalável diante de qualquer objeção externa (comportamento que os kantianos fervorosos vão reproduzir quando alguém ousa criticar o velho filósofo de Königsberg). Kant, apesar de todo seu brilhantismo, epitomiza uma atitude antifilosófica inaugurada por Descartes. Este, por sua vez, sabidamente ocultava detalhes de sua própria biografia, como o número de livros em sua biblioteca, para sustentar a imagem de gênio independente de influências (como se ser "apenas" um gênio matemático não lhe bastasse...). Ou seja, o "triunvirato" moderno (Descartes, Kant e Hegel) está inteiramente imerso nesses vícios escabrosos — e, claro, haverá quem me acuse de ad hominem por apontá-los, como se um filósofo se pudesse dissociar de sua vida particular e das suas intenções quando compõe uma obra filosófica. Autores posteriores seguirão o mesmo caminho. Wittgenstein, para citar uma referência moderna e medíocre, muito aquém daqueles, mas que é referência para muitos, arrogará para si o título de "solucionador da filosofia" e, da mesma forma, terá uma vida conturbadíssima e viciosa, que muito se distanciará do Sócrates que se sacrificou pela filosofia, de Platão que vivia quase como um asceta, de um Pitágoras que amava a contemplação da sabedoria, para não citar os santos filósofos, como Santo Agostinho e Santo Tomás, e mesmo homens exemplares como Boécio, Suhrawardi, entre muitos outros, todos anteriores à modernidade, que compreendiam ser a filosofia uma atividade que não se podia dissociar da vida pessoal, uma atividade formadora cujo resultado é a transformação e a contemplação da Verdade. Por fim, retornando a Hegel, que eu já critiquei aqui extensivamente em outros posts, ele era, seguramente, um gênio louco, um gnóstico moderno na acepção mais precisa do termo. A Phänomenologie é insuportável de ler, mesmo no original alemão, pois a cada momento ele absorve (ou, poder-se-ia dizer, parasita) termos e estruturas de Jakob Böhme e Mestre Eckhart, fundindo-os a um neoplatonismo degenerado, à cabala luriânica, ao hermetismo e a elementos da alquimia. É justamente esse esforço gnóstico de "aprisionar" a totalidade do real no conceito que torna sua leitura tão intragável e desnorteante para qualquer um que resolva lê-lo como um filósofo sério e "honesto" (como um Platão ou um Santo Tomás, por exemplo, filósofos cuja intenção era nítida, que toda a obra visa levar os outros ao conhecimento contemplativo da Verdade) e acabe ignorando os vários "níveis" do hegelianismo, tomando apenas o texto e o "hegelianismo de superfície" como únicos. Sem todo esse contexto, é quase impossível compreendê-lo para além daquele Hegel vulgar e acadêmico. Há, ainda assim, muito de valioso na filosofia hegeliana (o que a distingue da aridez kantiana e dos erros crassos de Descartes), justamente porque Hegel bebe dessas várias fontes e realiza uma síntese filosófica brilhante. Como afirma D'Hondt, e eu subscrevo em parte: "Hegel détenait la pierre philosophale, il changeait immédiatement en or précieux toutes les espèces vulgaires qu'on lui confiait. L'évocation de quelques antécédents parcellaires de l'Hégélianisme fera mieux resplendir sa richesse propre. Elle soulignera davantage encore la puissance et l'originalité d'une philosophie capable d'absorber et de dépasser avec la même aisance les systèmes les plus majestueusement composés et les intuitions rapsodiques glanées dans des œuvres inégales." Em suma, Descartes, Kant e Hegel formam o triunvirato da degeneração filosófica moderna; são, sem dúvida, filósofos muito inferiores aos maiores do período clássico, como Platão e Aristóteles, e aos grandes escolásticos. É verdade que o declínio da filosofia já preexistia na escolástica tardia, mas foi por eles consolidado e radicalizado. Foram os principais deformadores do pensamento e os que mais pesaram sobre as gerações seguintes, as quais (salvo raras e valiosas exceções) abandonaram a contemplação e o projeto socrático para se fecharem em vícios abstratistas e labirintos puramente mentais. Todavia, a filosofia sempre dá um jeito de "se reinventar". Com a morte de Platão e Aristóteles, só muito tempo depois a filosofia se reergueu depois da queda helenística. Da mesma forma, verdadeiros filósofos surgirão em todas as épocas, e nem mesmo esse triunvirato devastador poderia condenar à esterilidade completa toda a filosofia.
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