
ALT 𝕬⃟ casa de manon parecia existir em algum ponto entre uma mansão vitoriana e um mausoléu habitável. antiga, silenciosa e carregada de uma elegância quase fúnebre, seus cômodos eram tomados por papéis de parede escuros, madeira envelhecida, espelhos ornamentados e retratos de rostos esquecidos pelo tempo. nada ali parecia escolhido ao acaso; cada objeto carregava a impressão de possuir uma história, ou um segredo. a luz raramente dominava os ambientes. entrava pelas janelas altas em feixes pálidos, deixando o restante da casa mergulhado em sombras. os espelhos e quadros, espalhados pelas paredes, multiplicavam corredores e silhuetas, tornando difícil distinguir o que era apenas reflexo daquilo que talvez estivesse realmente ali. era uma casa bonita, mas não muito acolhedora. imponente, melancólica e ligeiramente inquietante, como se tivesse sido construída não para receber pessoas, mas para guardar memórias. e, até certo ponto, era exatamente isso que manon queria.

ALT reza a lenda que existiu um coven de bruxas nascido de magia profana, seis membros se alimentavam do medo, do sangue e sacrifícios até que seus pecados lhes marcassem as mãos. as pontas dos dedos enegrecidas eram um aviso e um reconhecimento: quanto longas as marcas, mais antiga a bruxa, e mais profunda sua corrupção. vindas de uma era de guerreiros e sociedades que só se importavam com os homens, o coven jurou jamais permitir que um deles herdasse seu poder. seus meninos eram mortos não apenas para preservar uma linhagem de mulheres, mas sacrificados, como a maior afronta possível à Deus — uma profanação de sua criação, uma blasfêmia contra tudo o que era considerado sagrado.



























