Empresa ruim precisa de governo bom. Empresa boa vai com governo ruim mesmo.
Em um cenário dominado por eleições, fica aqui uma ótima reflexão do André Esteves.
Fonte: Na Prática | Como Ser um Protagonista? Entrevista Exclusiva com André Esteves
"Se algum dia você se sentir tentado a buscar aprovação externa, saiba que comprometeu sua integridade. Se precisar de uma testemunha, seja a sua própria." — Epicteto
Quando você busca aprovação externa, está entregando o critério do seu valor a terceiros. Para Epicteto, isso já é um sinal de que algo se deslocou: você deixou de agir porque é certo e passou a agir para ser visto agindo certo.
Daí a definição de "suficiente" proposta por Morgan Housel: é quando as expectativas finalmente passam a crescer mais devagar que a renda. Sonhar continua essencial, pois é a base do progresso. Mas parte da riqueza está em aproveitar o que já se tem.
O mesmo mecanismo alimenta a inveja. É fácil olhar a casa, o carro ou a viagem de alguém e supor uma felicidade inalcançável. Mas, como na Lua, quem vive a experiência raramente a descreve com o encanto de quem apenas a imagina.
Housel cita o ditado que diz que o apetite vem com a comida. Com a riqueza, a ambição vem com o sucesso. As expectativas podem crescer mais rápido que a renda, e a satisfação passa a ficar sempre um passo à frente, como a Lua vista da Terra.
Com o dinheiro acontece algo parecido, com consequências extras. Quem vive na pobreza sonha com comida e moradia. Quem é rico sonha com um estilo de vida extravagante. Quanto melhor a vida fica, mais fácil é imaginar algo ainda melhor.
As férias são o exemplo mais comum. Na imaginação, tudo é perfeito. Na realidade, há jet lag, fome, protetor solar nos olhos e um vizinho barulhento. Para muita gente, planejar a viagem dá mais prazer do que estar nela.
Morgan Housel explica que parte disso acontece pela seleção: a NASA buscava deliberadamente pessoas pouco emotivas, que não entrassem em pânico quando algo desse errado. Mas o padrão vai além do perfil dos astronautas, boa parte da emoção está na antecipação, não na vivência.
Três meses depois, na Apollo 12, um astronauta comparou a experiência à canção "Is That All There Is?" (É só isso?). Pete Conrad, comandante da missão, ficou aliviado: ele mesmo havia descrito sua caminhada lunar como espetacular, mas não monumental.
Durante a Apollo 11, Michael Collins virou-se para Neil Armstrong e Buzz Aldrin: "É impressionante como a gente se adapta rápido. Não parece nada estranho olhar lá fora e ver a Lua passando." O feito mais extraordinário da humanidade já havia virado paisagem.
Ninguém consegue aquecer um oceano. Brian Chesky, cofundador do Airbnb, usa essa imagem para explicar por que a maioria das empresas persegue escala cedo demais.
Fonte: Invest Like The Best | How Brian Chesky Is Redesigning Airbnb for the AI Era
“Todas as grandes indústrias do mundo foram reinventadas por empresas de tecnologia, exceto o setor bancário. 95% dos serviços financeiros do mundo ainda estão com as grandes instituições tradicionais. É quase como dizer que 95% da distribuição de vídeo no mundo ainda pertence à Blockbuster, ou que a JCPenney domina no lugar da Amazon, ou os táxis no lugar do Uber. Isso vai mudar. Pode levar mais uma década, pode levar duas. Mas os maiores provedores de serviços financeiros do mundo serão empresas de tecnologia. E nós temos chance de ser um deles.”
— David Vélez, cofundador do Nubank, em entrevista à @colossusmag
A corrida da IA exige investimentos simultâneos em:
Energia
↓
Computação
↓
Infraestrutura
↓
Modelos
↓
Aplicações
Uma camada depende da outra.
Essa última camada ajuda a entender a dimensão da oportunidade.
Huang cita cerca de US$ 100 bilhões em venture capital destinados, em um único ano, a empresas construindo aplicações sobre essa infraestrutura. É onde a inteligência começa a virar produto.
Mas existe ainda uma quinta camada: aplicações.
É onde os modelos começam a ser incorporados aos negócios, como:
- Serviços financeiros.
- Direito.
- Contabilidade.
- Saúde.
- Logística.
- Transporte.
- Robótica.
E dezenas de outros setores.
Só na quarta camada aparece aquilo que muita gente considera “a IA”: os modelos.
É aqui que entram empresas como OpenAI e Anthropic.
São os sistemas capazes de transformar toda aquela capacidade computacional em linguagem, imagens, raciocínio e outras formas de inteligência.


