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Estava lembrando disso.
Por mais tendencioso que tenha sido tirado de contexto o recorte da fala pra uma generalização alarmista, ela é muito pertinente no ponto chave que pouco foi levado em consideração.
Para gestores de grupo, principalmente, gestores que tem como o prisma e chave da construção de sua equipe, a comunicação e criação de um vinculo, o quão dificultoso fica isso para um Renato da vida, quando claramente, se cria uma barreira linguística a partir de uma exportação em massa de estrangeiros?
Não é simplesmente culpar os estrangeiros, mas sim, apontar um fator do que uma exportação por vezes feita de forma generalizada como foi no grêmio desse ano, pode criar essa barreira relacional que pode atrapalhar o trabalho do treinador.
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O PSG de Luis Enrique chegou em um nível de sincronia e sintonia socioafetiva dentro desse trabalho, que já jogam não só pelo que é uma ideia, mas como um estado de flow quase infinito do entendimento entre os indivíduos e a ideia.
Luis Enrique conseguiu alinhar a órbita de quase tudo como queria, aplicação tática, liberdade interpretativa dos espaços, mecânismos coletivos, talento individual potêncializado, intensidade com e sem bola, controle de quase todos os cenários. E na minha visão, o principal e mais complexo fator de se manter depois de fazer um time campeão: a capacidade de convencimento de ainda mobilizar e fazer todo esse grupo ainda sentir tanta sede de figurar entre os melhores e o mais alto nível de performance mesmo já tendo sua vaga cativa na história do futebol, manter esse estímulo e força anímica tão alta ainda como está é talvez um dos feitos mais pouco comentando entre as pessoas.
Entre todos os trabalhos, o que mais está perto da perfeição que ele mesmo deslumbrava. O time que tem absolutamente tudo.
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Entre todas as dificuldades de se formar um time campeão, para além de tática, gestão ou aplicação e mobilização coletiva em prol de uma ideia. Eu diria que o maior desafio é além do ser campeão, é como você faz pra ainda mobilizar e motivar um time desses continuar a vencer? A ter a mesma ambição de 1/2 anos atrás?
Algumas pessoas podem simplificar isso a: conformismo, barriga cheia, preguiça ou qualquer paradigma genérico. Mas não, fazer campeões no futebol é muito mais difícil do que o só querer ganhar por ganhar, ou só achar pessoas que queiram vencer, porque no fim das contas, quem não quer vencer? Ninguém pisa ali a passeio, tenham certeza disso.
E o porque tantos times "acomodam" depois de vencer uma vez, pasmem, nós quanto seres humanos, não somos entidades neutras que só fazemos o que bem entendemos e quando queremos. Somos atravessados desde pequenos por determinações, estímulos e vontades. Essas determinações entram na nossa subjetividade e tem influência nas nossas "escolhas" e nos estímulos que temos pra querer aquilo a todo custo e em que contexto nos encontramos, pra bem além do só querer ou estar desacelerado, nem tudo é quantitativo, mas é neurologico e quase natural você se sentir por vezes menos estimulado e sedento por algo, depois que consegue conquistar ou se sente em uma posição estável, não no futebol, mas como na vida, esse relaxamento, é quase inevitável, por mais que possa ser controlado ou recolocado em rota.
Nisso, sempre bato no ponto que: a gestão de pessoas dentro do futebol é muito mais complexa e cerceada de camadas do que só ser alguém bom de grupo ou "paizão" como querem reduzir.
O maior mérito em trabalhos longevos como de Luis Enrique ou Abel Ferreira, não é só ao nível de sincronia e aplicação de como fazem seus times ainda serem sintonizados a exatamente o que eles querem que faça, mas sim como ainda consegue manter um grupo de pessoas mobilizado a uma causa, por mais relativo, subjetivo e complexo que seja lidar com a história, vontades e personalidades distintas de cada jogador dentro desse mesmo grupo.
-Tentar Lidar com o anceio humano é muito complexo
-Tentar ainda estimular alguém depois de tantas repetições e tanta exaustão numa temporada de mais de 50 jogos, é muito alem de "falta de vontade"
-Tentar convencer e ainda cativar as pessoas do que porque e como podemos fazer mais, é uma conversação do que você idealiza com o concessão e compreensão do que aquela pessoa ainda quer ou sente.
Por trás de cada vontade, existe uma camada, uma obsessão pessoa, como se faz para ainda querer manter e resignficar esse desejo por mais 1,2,3 anos que seja?
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Muller foi um dos jogadores que melhor me fez entender a peculiaridade e preciosidade do que é à linguagem corporal de cada um e como as particularidades de cada ser, lhe marcam na forma de jogar e do seu legado diante da bola.
Quando eu era criança, não lhe achava o mais “estético” e talvez nem o mais atrativo, ficava até desacreditado que alguém tão despojado e as vezes desengonçado conseguia fazer tantas coisas em uma partida e conseguia parecer sempre antever todos os atos e gestos de adversários com o dobro de sua força, altura e velocidade, quase como uma caricatura, Müller era uma sátira viva dos esteriótipos sobre os padrões, e como brincava com as semi óticas.
E no fim, o maior trunfo dele era isso. Alguém parecer tar desgarrado dos padrões fisicos estéticos dos jogadores, largado, meias frouxas e um corpo esguio magrelo que parecia um boneco de macinha prestes a desmontar a qualquer instante com a coordenação motora que tinha, e ainda tenha sido um dos melhores jogadores da sua geração, é um fato pra lá de fascinante. Isso porque nem citei o QI de jogo, e a inteligência que tinha pra entender não só os espaços como o jogo inteiro a sua volta.
Müller foi uma prova viva pra mim que o futebol é uma caixinha de infinitas interpretações e expressões das particularidades e individualidades humanas e como elas podem ser sobressair acima de qualquer questão padronizada entre às fisicalidades, estéticas e estatísticas tratadas como “verdade absoluta”.
Futebol é uma forma expressão humana, acima de tudo.
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Tim já mora aqui no Brasil a mais de 10 anos, mas enquanto não compreender e olhar pro futebol sul americano enquanto O QUE É sua cultura, essência e contexto social, e não pelo o que o viés europeu dele dita como a verdade absoluta, de pouco adianta tanto tempo aqui.
Pode morar quantos anos que seja no Brasil, mas olhando e julgando tudo pela métrica e viés europeu, não vai passar de mais um europeu querendo dar pitaco de ensinar o futebol sul americano a como se comportar e ser (como de costume).
“Parece que estão se defendendo contra invasores” porque tanto incômodo diante disso? Já não basta os outros 3 anos pré copa de marketing e empurrancia dos jargões europeus de como só eles estão certo e ditando o ritmo do que é a verdade de como se jogar e formar pessoas dentro do futebol, por curiosidade, exportando adolescentes aqui da América do Sul e de todo o resto do mundo para lhes formar de forma “certa”
Sobre a metáfora de se defender contra invasores, o futebol ainda é sobretudo de simbologias, certo ? Pois bem, é isso mesmo, historicamente e atualmente em outro polo, e a Copa é uma chance de encenar uma defesa representante do que realmente importa pra cada povo, com os jogadores vestindo as cores de seu país.
É desconfortável quando o sul americano não se coloca em posição de submissão e respeito a esse complexo de superioridade etnocêntrico que o europeu se autoproclama sob o mundo, né?
"É inegável que a Copa para as nações sul-americanas é mais importante. É um dever cívico torcer numa Copa, vai mais fundo na identidade desses países."
"Parece uma campanha militar os sul-americanos na Copa. Parece às vezes que está defendendo o país contra invasores. Se você tira isso aí, não teriam ido longe. O panorama é preocupante."
🎙️ @Tim_Vickery
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Me chamou atenção pra além da vontade do Menino em tentar voltar a se desenvolver novamente em uma posição que em um momento anterior o mesmo já executou, as reações das pessoas caçoando e tentando desestimular o mesmo de simplesmente -tentar- e acreditar que possa voltar pra seleção.
Nisso, evidência o que sempre digo quanto o problema estrutural do futebol brasileiro de falta de auto-estima e confiança sobre si próprio.
É uma questão antropológico, um estudo social pra além do futebol, o brasileiro se delimita por essência a quase sempre desacreditar de si mesmo, e quer que todos sigam a mesma manada, tudo isso, encabeçado por um suposto viés de "humildade" que na verdade é pura descrença pra que todos sempre estejam nessa posição de coitado, vide torcedores julgando as provocações do cunha contra o Japão ( a coisa mais normal do jogo) por uma suposta "falta de humildade" ou então mente fraca, por simplesmente querer se impor e demonstrar que confiava em si e no seu grupo.
Aqui mora a principal motivo do porquê tantos jogadores aqui são inseguros de sua própria capacidade, tudo as pessoas querem lhe colocar em uma eterna prova de mostragem do que o exterior acha. Sempre com tudo que faça pra ser considerado bom, sendo, embasado de um viés de aceitação do que o europeu acha ou não.
Aqui se forja jogador na descrença antes mesmo dele se quer estrear ou na primeira oscilação.
Não elogiamos o jogador por realmente ser bom, mas sim, porque é destaque do Barcelona, do real Madrid, de um time da Premier league, tudo isso, pra mascarar uma falta confiança totalmente embasada em um viés de confirmação de" olha temos jogadores na Europa" e não de: olha, temos jogadores muito bons.
Com inclusive, todo esse discurso sendo mais danoso do que outra coisa, porque no fim, nunca se elogia a capacidade do atleta, mas sim a grife, rótulo e status que conseguiu do futebol da "verdade de Deus", como se tudo se resumisse a "se provar" lá fora.
Sendo tudo isso, um grande atestado de mediocridade e uma vontade latente de sempre mesmo quando alguém está bem ou demonstra evolução de tentar puxar pra baixo, pra insegurança, pro medo, de limitar até onde pode ir ou não.
Gabriel menino já mostrou seu teto e tem plenas condições de dar uma volta por cima na carreira. se der, bom pra nós.
E está mais que certo, Se ele não acreditar em si, quem vai?
Gabriel Menino, do Santos, acredita que tem grandes chances de ir para a Copa do Mundo de 2030 como lateral-direito.
📹 @TNTSportsBR
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Deixa eu ver se eu entendi.
Então pra supostamente evidenciar uma mentira de 2024, vocês tão embasando acontecimentos isolados de 2026 ??? É isso??? Kkkkkkkkk
É um nível de anacronismo que nunca vi, pra não falar que só é desonestidade ou falta de capacidade cognitiva mesmo.
Tentar fazer esse revisionismo, ou melhor, distorcer os fatos sobre o que aconteceu em 2024 não cola não.
Independente do que o Rodri faça ou deixe de fazer agora (que sim, fez uma grande copa), não mereceu ganhar em 2024 porque não foi nem se quer o melhor meio campistas da sua equipe, simples.
Além, o revisionismo esdrúxulo de vocês, é um mal caratismo óbvio de não lembrar a maior questão dessa premiação: Vinicius Júnior perdeu única e exclusivamente por RACISMO, e não pro rodri, que foi só o fantoche do eurocentrismo escancarado da votação.
Onde, em um critério de “fair play” que foi inserido e usado pra vender Vinicius como alguém animalesco e agressivo (por não querer ser chamado de macaco…) e Rodri, um falso moralismo e uma suposta conduta política de um personagem polido que a Europa precisava vender a todo custo pra tentar velar e relativizar o seu racismo e nojeira interna de tudo que são moralmente pra tirar o prêmio de Vinícius.
Vocês não estão sendo só estupidos, como completamente sujos e nojentos de tentar tornar conivente algo que simbolizou a vitória do racismo e das narrativas supremacistas europeias.
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Primeiro, a glória.
Depois, a tragédia.
Leo e Diego, os mais argentinos de todos.
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Obrigado, mil vezes obrigado.
O melhor jogador de futebol que eu vi e vou ver em toda minha existência. Te ver uma última vez no maior palco do esporte é confortar a grandeza e a eternidade.
De sempre pra sempre.
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19 years later, Leo Messi and Lamine Yamal meet again.
📸 @fifaworldcup
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Os gigantes ocultos
A copa nos faz entender a magnitude do que representa, olhando mais pra baixo, pra aquilo mais distante dos holofotes e do circuito das grandes mídias, mas recheada de grandes histórias entorno daquilo.
Não atoa é copa do -mundo-, pra provar que todos carregam algo muito lindo a se expressar e manifestar estando ali, competindo, desafiando o impossível e principalmente sonhado com aquilo que é mais lúdico, como se voltassem a ser aquelas crianças que um dia sonharam em estar ali.
Entender cada história, cultura, capítulo e contexto social e estrutural que cerca aquele grupo de 26 atletas que representam uma nação.
Vai além do gol, da vitoria, da classificação.
“Eu vi vencedores no olhar de muitos derrotados, dignidade é tudo”
-Sérgio Vaz
É na catarse vivida no primeiro gol de curacão em Copas (em um jogo que perderam de 7x1)
Na classificação da república do Congo para o mata mata
Na trajetória linda que construiu Cabo Verde
Na espera e quase Renascimento de Jimenez pra vida
Nos sacrifícios emocionais feitos por Diomande e Gakpo para estarem ali
Na classificação heróica de Equador e Paraguai quando parecia impossível
E entre milhares de histórias que cerceiam a construção daquele atleta ou equipe para chegar até ali.
A copa representa sobretudo a máxima do futebol por envolver simbolicamente ao extremo, o sentimento, a carga emocional mais densa e pesada que um
Torneio pode te levar a carregar.
O futebol por clubes é trabalho, o de seleções é paixão.
Independente do que aconteça, nenhum atleta nunca vai esquecer de momentos que simbolizam a junção da esperança de uma nação inteira depositada em um pouco mais de 20 jogadores que talvez nem em seus melhores sonhos imaginassem que viver isso seria tão apoteótico da forma que é.
A copa do mundo não é o suprassumo da carreira só de um atleta, como talvez da experiência máxima que a vida humana pode ter vivenciando.
não é só a verdade do futebol pelo talento que ela catapulta, pelos grandes craques que ela estimula, mas pro nos provar de diversas formas, como o futebol existe em todo planeta, e como cada povo vê nele uma forma de demonstrar de alguma maneira, o que são pra todo o resto do mundo com a sua história.
A copa é o desafio contra o mundo, os eternos Davi contra Golias e as eternas rupturas do que as pessoas querem que você seja ou até onde querem lhe delimitar por lógicas mega racionais ou teoremas supremacistas de etnologia e narrativas genéricas de níveis.
Ela dignifica gigantes, mas principalmente, escolhe eternizar quem ousa lhes desafiar.
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Nunca mais vou ver nada perto disso em minha vida.
Uma das maiores preciosidades que esse jogo me premiou, foi ver esse gênio em perfeita plenitude.
O tempo genuinamente é irrelevante, ter visto 1 ou 300 vezes, foi suficiente pra apreciar esse dom.
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Na “copa do campo aberto”, chega uma seleção que nem se quer tem isso como especialidade.
Na copa das tendências físicas, verticalidade, pressão alta e entre outras tendências tratadas como regra, chegam duas seleções de jogo cadenciado e que priorizam aproximações pelo meio e a organização através de ter a bola (Claro, ambas com forma diferentes de execução dessa questão).
No momento que se normalizou o esvaziamento do meio campo e a tentativa a todo instante se vender uma suposta ideia da morte do camisa 10 e de toda uma romantização de necessidade urgêncial de todos terem que ter pontas rápidos que dão largura, profundidade e que façam papéis objetivos de obediência tática, chegam na final duas seleções que tem um meio campo como seu principal Porto Seguro e que também atuam com 10 de ofício. Com uma delas, nem se quer tendo pontas em seu esquema…
O que eu digo com tudo isso é que a copa veio pra desmascarar tudo e todos que tentam vender o que é tendência como uma regra totalitária ou verdade de Deus do que o europeu adota como padrão.
Futebol não é regra, é encaixe, cultura e principalmente compreensão do que é você quanto a uma cultura de jogo e escola futebolística do que lhe representa.
Em um futebol macro é globalizado, existe vários futebol’s e formas de se entender o jogo pra além de todos esses discursos de “forma certa de ser jogar” com viés de “modernidade” que o europeu tenta vender a todo custo como totalidade.
Chega à final não só quem realmente fez por merecer, mas quem se auto compreendeu desde o princípio.
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O anti-herói, bem ou mal, sussurre meu nome
Mbappé não faz as coisas pra ser um herói moralista, nem pra ser um vilão imaginário que pintam, mas sim do que acha que é necessário pra si e pros seus próximos.
Vilão de um mundo, mas herói de seu povo, Mbappé quando resolveu “virar“ isso, sabia das consequências, mas sabia da glória que lhe aguardava…
A ele, pouco importa o que você acha ou deixa de achar sobre ele.
vilão, egocêntrico, egoísta, ditador, mal caráter, mala, o que mais?
A verdade é que cada faceta que venderam sobre si, no fim, parecia que o próprio se divertia com os diversos tribunais online que se criaram.
A copa do mundo não perdoa bom mocismo, impunidade e falsa solidariedade, pra lhe vencer, no fim, os grandes precisam ser obcecados e de certa forma egoistas pela forme de querer cada vez mais dentro dela pra se superar, e Mbappé entendeu isso logo de cara, desde que sentiu o sangue do protagonismo e o poder das decisões pela primeira vez, aflorou sua persona de um garoto que entrou na copa da Rússia em 2018, pra um líder técnico insano.
Falar de seus números é somente o prefácio da sua grandeza. Mbappé prova a cada jogo a cada história que traceja o seu nome pra eternidade de seu país, que está disposto a atropelar qualquer adversário que seja pra conseguir seu objetivo.
A persona boa, simpática e de bom moço humilde, é o que agrada a todos e vende mais carisma a grande parte do público que modela a ótica de personalidades “certas” a uma caixa idealizadora.
Mas a obsessão, sede de sangue e até egoísmo de certa forma quando é preciso, é o que te leva a grande parte das vezes alçar voos maiores diante do que é ser um protagonista, e muitas vezes pra proteger a si e aquele que você lidera.
Mbappé não só é um craque, como faz questão de reverberar ao mundo inteiro que é um a cada dia que passa e principalmente pra se manter vivo e soberano diante da cadeia alimentar.
Obstinado pelo maior palco do esporte.
Obcecado pelos grandes momentos.
Sedento pelo trono final.
Persegue adversários no futebol de seleções como um predador vê sua presa. Quer o topo da cadeia alimentar do esporte, mais uma vez.
Ame ou odeie, só não entre no seu caminho.
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Simulação de analise, Analise freestylle, podem escolher um nome entre esses ou mais outros pra definir esse e diversos comentarios da midia que aparece agora de forma oportuna com "eu avisei"
A arte de simular conhecimento e profundidade é o grande case de sucesso do momento, e com uma eliminação de copa, claro que "analisar" futebol em momento de frustração nacional é uma moleza, é literalmente so se apegar a denegrir nos mesmos e apelar emocionalmente ao o que o publico quer ouvir como o Eugenio fez aqui.
A imprenssa não dimensou nem o 7x1 de forma correta ate hoje (e olha que ja fazem 12 anos) pra o que levou ou construiu a catastrofe de fato, quem dira outra eliminação sequencial pra equipes de prateleiras abaixo...
Se voce bater incessantemente o tempo inteiro, tem mais chances de "acertar"
São quase 20 anos que todos esses fingem debater problemas reais da seleção brasileira, ou melhor, maquiam isso debatendo (na verdade só batendo mesmo) em eliminações e o prefacio delas com seus espatalhos do que querem acreditar.
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Os problemas atuais da sociedade colidindo com o futebol e seus multi-fatores
Da sociedade que não consegue mais assistir um filme ao jogador que talvez tenha dificuldade pra assimilar informações.
Interessante esse relato do Bielsa.
Não como uma forma de justificar o fiasco que foi o Uruguai na copa, mas de apontar fatores que nem se quer passam no campo de pensamento do fã de futebol que entona com tanta confiança o discurso de “ultrapassado”, “ruim” e entre outros dilemas que encarregam um técnico quando perde.
O futebol é relacional em tudo, pessoalmente, internamente e também na captação de informações, além, de como você transmite essa mensagem a um grupo de 26 pessoas. E principalmente, como você consegue convencer elas daquilo.
Quase nada no futebol é sobre regra, ordem e linha dura como todos querem exprimir, mas quase tudo é sobre mobilização, convencimento e compreensão.
É interessante notar como problemas de uma sociedade refletem dentro de uma prática que ainda envolve humanos -pasmem- , e mesmo assim é tão ignorado.
Vivemos a era da instantaneidade, do bombardeamento de informações em dopamina barata, logo, menos concentração gritante pelo vício no scroll infinito de tela.
E por mais que queiram tratar isso como dois seres distintos, os multi-fatores estão presentes nos dois, desde o jogador que não consegue prestar atenção a uma explicação de mais de 10 minutos, ao próprio fã de futebol que também não consegue mais ver um jogo sem abrir o Instagram, Twitter ou qualquer rede social para ver algo de segunda tela.
Luís Enrique, um dos técnicos que talvez é mais robusto de metodologias e orientações, explica como tenta passar as informações de forma mais enxuta possível a seus jogadores, para uma assimilação mais fácil da mensagem. Desde observar o que levava seus comportamentos a se desligar do jogo, a botar quadros imensos praticamente desenhando o que tem que se fazer.
Essa colisão de um problema global pra prática ou assimilação de o que fazer no jogo, é um fator o quanto interessante pra nós aproximar não por níveis sociais mas como ser humano e também como arrumar formas de contornar isso.
E como muito do que acontece ou dá errado, vai bem além de um papo furado sobre descompromisso ou falta de vontade.
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Pernas leves, gestos finos. futebol de rua total, como se levitasse entre uma zona e outra com a sola de seu pé sendo seu maior alicerce, pisando 1,2, 3 ou quantas vezes que seja necessária até criar o espaço ou inventar um arranjo novo.
Baller, Ounahi
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Quanto custa o sonho? Cabo Verde responde com a coragem de desafiar o mundo
A pequena ilha com grandes sonhos, sonhos esses tão grandes, que fizeram com que a vontade de fazer história fosse maior que qualquer temor ou narrativa de níveis eurocêntrica.
Cabo verde vendeu caro, não só os resultados, como todo e qualquer dividida, espaço, gol, duelo, pra você vencer cabo verde em qualquer sub momento, teriam que ser maior que a sede e coragem de quem estava disposto a escrever história da 1ª participação em copas do seu país.
Não foram a copa "só" pela glória de já estar lá, mas pra desafiar o mundo, lhe fazer questionar, quem eram, de forma assustada, espantados com tamanho desafio que um até então desconhecido lhe impôs.
O futebol se apega a muitos misticismos pra tentar entender tantas ocasiões, mas Cabo verde pra além de uma linda história pra contar, se sobrepôs do início ao fim no maior palco do mundo, com e sem bola estava disposto a competir não só por uma simplória vitória ou não, mas por uma questão de honra, representatividade de tudo que são é tudo que passaram pra chegar até ali.
Cabo verde fez tudo que fez, na BOLA, trocando passes, se alçando ao ataque, defendendo arduamente, tendo inteligência de quando atacar, de tudo a equipe de Bubista foi capaz nessa linda história.
Eu não creio em muitas razões meritocratas envolvendo o futebol e principalmente ao que se tem de imponderável ao caos que cada jogo te gera pra além da lógica, mas definitivamente cabo verde se despede cedo para o que foi essa campanha.
Independente disso, a campanha Cabo Verdiana fica pra história do cosmo da eternidade da copa do Mundo, como um pequeno gigante que não se impediu de sonhar, de competir e principalmente honrar seu arquipélago e também o continente africano.
Cabo verde sobretudo, é uma linda crônica que ninguém pode te delimitar a onde você pode chegar
Quanto vale o sonho?
Quanto vale entrar pra história?
Cabo verde responde com 26 heróis que entram pra eternidade da maior competição do universo. Diney Lopez, Vozinha, Sidny Cabral e muitos outros, são a prova que a esperança é do tamanho do mar (como diz seu hino), é capaz de te levar ao mais lúdico possível.
A grandeza nasce pelo o que você constrói antes de qualquer resultado.
































