Você se lembra de quando ingressou no X? Eu me lembro! #MeuAniversárioNoX
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“Hitherto, violence used to crystallize the social, violently bringing forth an antagonistic social energy: a repressive demiurgy. Today it is a gentle semiurgy which controls us.”
Jean Baudrillard, The Implosion of Meaning in the Media
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Schopenhauer did not hate Hegel because the two were rivals. He hated him because he believed that Hegel had turned philosophy into a theatre of obscure language, and that the university had rewarded precisely that. In Schopenhauer's view, Hegel was not searching for truth, but for authority.
History sometimes displays a particularly refined sense of humour by placing two philosophers in the same university and then calmly watching as one of them begins to suspect that the other is the greatest intellectual catastrophe since the invention of empty verbosity.
Schopenhauer could never forgive Hegel, not for thinking differently, but for having persuaded almost all of Germany that philosophy ought to become increasingly incomprehensible in order to appear increasingly profound, which, to Schopenhauer, was approximately as reasonable as concluding that a clock becomes more accurate once nobody can read the time anymore.
So, when he began teaching in Berlin, he decided to put not Hegel, but the students to the test, scheduling his lectures on the same day and at the same hour, because he was convinced that once truth and error stood side by side, reasonable people would choose the former without much hesitation.
Almost everyone walked into Hegel's lecture hall.
And if one is looking for the day on which philosophical pessimism finally ceased to be a theory and became a personal experience, it would be difficult to find a more appropriate date.
“Os inimigos são as big techs”.
No #RodaViva desta segunda-feira (29), o escritor e pesquisador norte-americano Peter Schmidt afirma que as plataformas digitais exploram os usuários para convertê-los em dinheiro.
#TVCultura #SomosCultura
Is someone in heaven? Are they looking down?
'Cause nothing is fair just you look around
Falling down
Falling down
Falling down
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A reflection from the edge of the path. We cannot own truth, but only pursue it. The journey itself is-truth
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“A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem."
O renomado marxista italiano Antonio Gramsci faleceu neste dia em 1937.
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Capitalists celebrate not only private profit but also democracy. They equate it with a multi-party system. They do so in part because such a system ensures that the competing parties are all bourgeois parties—effectively different factions of the dictatorship of the bourgeoisie.
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#WeekendReading A beautiful book of anthropology looking at the daily lives and practices of the « last Soviet generation ». Originally published in 2005, it is fortunately reprinted by Princeton UP. The book opens with a paradox: most Soviet citizens did not expect the fall of the USSR, but when events started to happen, most realized that they had mentally been prepared for such a collapse.
Through explorations of arts, music, comedy and politics, the book details the lived experience of the Soviet Union, in which citizens have to accommodate a repressive regime based on an ontological lie, as the French Sovietologist Alain Besancon perfectly identified many years ago. In this situation, people adopt a multiplicity of micro-practices that help them accommodate the invasion of power in their daily lives (Michel De Certeau wonderfully analyzed such practices).
Beautifully written and empathetic, the book is another opportunity to reflect on the roles of ideology and power in shaping societies. And for some reason, I could not avoid thinking about the poet Paul Valery’s depressed word after World War 1: « Nous autres, civilisations, nous savons maintenant que nous sommes mortelles ».
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Jovem esclarecida é outro nível, a Coreia do Sul vai barrar as igrejas evangélicas que usam dos seus cultos pra promover politicagem, lavagem de dinheiro,isso é uma boa ideia.
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Manchete ilustra bem como opera o ecossistema pesquiseiro no Brasil. Em 5 passos, funciona assim:
1) Agentes do sistema financeiro encomendam, a partir de seus interesses concretos, a prospecção de uma candidatura presidencial;
2) Empresa privada que conduz pesquisa de opinião (chamada pelo eufemismo de "instituto") inclui candidatura no cardápio e realiza sondagem eleitoral;
3) Colunista da grande imprensa, sob a alegação do interesse jornalístico, divulga "rumores" e cria factoide sensacionalista ("resultado surpreende");
4) Marqueteiros e influenciadores entram em campo, buscando capitalizar em cima da realidade projetada e amplificar tendências;
5) Atores da política profissional (partidos, políticos de carreira, grupos de interesse) começam a redesenhar suas estratégias a partir dos novos elementos artificialmente inseridos no contexto.
O loop acima se repete infinitamente ao longo de 4 anos. Até os financiadores (e seus colaboradores) encontrarem a opção ideal para constar na cédula eleitoral.
"Der Mensch kann tun was er will; er kann aber nicht wollen was er will" Arthur Schopenhauer in Presisschrift uber die Freiheit des Willens
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Hoje escrevo em tom de desabafo, e de alguma perplexidade.
Há cinco anos venho, diariamente, compartilhando neste X informações relevantes sobre Machado de Assis, muitas delas inéditas. Nunca ganhei um centavo por isso. Faço porque considero importante. Ou, ao menos, considerava sem hesitação.
Há dois anos, assisti a uma comoção nacional provocada pelo comentário de uma senhora americana que, ao que tudo indica, jamais havia lido Machado. Sua surpresa era, na verdade, a surpresa dos desinformados. Comentei aqui que o fascínio estrangeiro por Machado está longe de ser novidade, e o comentário acabou repercutido por uma jornalista do Estadão.
Desde a década de 1920, Machado é celebrado nos Estados Unidos, especialmente por escritores negros. Isso não é descoberta recente. É história conhecida, ou deveria ser.
Agora, após publicar Machado: O Filho do Inverno, a primeira e mais completa biografia de Machado de Assis, evidenciando como sua experiência como homem negro foi decisiva na formação de sua obra, deparo-me com um silêncio quase absoluto. Nenhuma resenha relevante. Nenhum debate. Nenhuma atenção proporcional ao que já se viu mobilizar por muito menos.
As vendas, para ser direto, são desanimadoras. E isso surpreende ainda mais quando se observa que quem lê elogia o livro com entusiasmo raro. Não é falsa modéstia reconhecer: houve rigor, trabalho e intenção clara de dialogar com o público amplo, não apenas com especialistas. Escrevi para leitores reais, para aproximar Machado do Brasil contemporâneo, porque ele ainda tem muito a dizer.
Tenho cerca de 30 mil seguidores aqui. Um número expressivo, em tese. Na prática, irrelevante. Pelos dados, e como diria Machado, os números não mentem, pouquíssimos compraram o livro.
Da mesma forma, quase ninguém acompanha a newsletter em cssoares.com.br.
O que isso revela é simples: há consumo, mas não há compromisso. Há interesse superficial, mas não há engajamento real.
Autores brasileiros não precisam apenas de visibilidade. Precisam de leitores.
Machado, o filho do inverno, volume 1 da mais recente e abrangente biografia de Machado de Assis, está disponível em todas as livrarias. O segundo volume será entregue ainda este ano. A publicação, naturalmente, dependerá da editora.
Convém dizer sem rodeios: o Brasil, de modo geral, ainda demonstra pouco interesse em conhecer profundamente a própria história.
Uma equipe continuará publicando conteúdos por aqui, por algum tempo. Veremos se algo muda, se ainda há espaço para que as redes sejam mais do que vitrines passageiras de atenção dispersa.
Não há ressentimento. Mas há lucidez. E, sobretudo, há limites para o uso do tempo.
Talvez seja mais sensato, e certamente mais produtivo, empregar esse tempo nas redes sociais para fazer, com ainda mais intensidade, aquilo que já faço e que, ao que tudo indica, se tornou raro por aí: ler livros.
Boa tarde.
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Vorcaro usou todas as moedas disponíveis para corromper as instituições brasileiras. Inclusive a mais antiga delas: mulheres bonitas e festas com muita bebida e pouca roupa, para sermos discretos. No relatório que a Polícia Federal entregou ao ministro Edson Fachin, o que emerge não é apenas um relato de libertinagem, mas a descrição de uma engrenagem de corrupção sofisticada. O que os mortais chamam abertamente de “suruba” era, na verdade, um ambiente de negócios escusos meticulosamente planejado, onde a ostentação servia como lubrificante para a criação de uma rede de influências sem precedentes junto a políticos do Centrão.
A logística por trás desses encontros revela o DNA de Vorcaro: a exuberância a serviço do silêncio. O relatório detalha a presença de quatro mulheres para cada político, todas estrangeiras — suíças, norueguesas, suecas e holandesas. A escolha não foi estética, mas estratégica. Ao importar acompanhantes que não falam português e não têm a menor noção de quem são as figuras poderosas que ali circulavam, Vorcaro garantia um isolamento informativo que nenhuma barreira nacional ofereceria. É a corrupção de alto custo, onde a distância cultural e linguística era comprada para blindar os envolvidos.
Entretanto, a suruba maior não é a dos “peladões” descrita pela PF, mas o estrago institucional que este caso pode causar. O movimento que vemos agora nos bastidores do poder sugere uma tentativa deliberada de anular a operação. O roteiro é um “déjà vu” perigoso da Lava Jato: ministros como Cristiano Zanin e Luiz Fux já sinalizam que inconsistências na condução das investigações pela PF podem tornar todo o processo nulo. Alega-se que o rito foi atropelado, e essa brecha jurídica é exatamente o que os envolvidos buscam para implodir o caso por dentro.
Essa conclusão de nulidade, contudo, não virá amanhã. O sistema joga com o tempo. Vale lembrar que o presidente Lula ficou quase dois anos preso antes que seu processo fosse anulado por erros de competência e forma. Para Vorcaro, esse vácuo temporal é o cenário ideal: ele aposta na fadiga da opinião pública e na “inconsistência jurídica” para que, no futuro, tudo vire precatórios. É a repetição exata do ciclo em que delatores premiados recebem o dinheiro de volta e o crime compensa através do erro técnico da acusação. (My News)