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Brasil
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Quebrando a thread presidencial para trazer uma curiosidade: desde 1990, quem vencia nas zonas Oeste e Sudoeste da capital também vencia o governo do estado, a Minas fluminense. Mas essa tradição foi quebrada: Paes venceu na região, mas, no fim das contas, perdeu o governo.
Para fechar o Rio, as zonas Oeste e Sudoeste foram onde a abstenção mais cresceu, especialmente na Sudoeste. Flávio avançou mais na Sudoeste do que na Oeste: 2,21 p.p. contra 0,93 p.p.
A região de Guarapuava compartilha algumas características com a de Francisco Beltrão, mas tinha um diferencial único: era uma das poucas regiões do Sul onde Jair Bolsonaro não havia vencido em 2018 nem em 2022. Agora, em 2026, Flávio conquistou a vitória por 8,9 p.p.
A região de Francisco Beltrão/Pato Branco, por tradição, sempre foi a mais à esquerda do Paraná, muito pela forte influência dos sindicatos locais e da CUT. Mas, com o bolsonarismo, foi guinando à direita, até Flávio conquistar, agora em 2026, uma grande vitória por 18,3 p.p.
A Zona Leste de Manaus é a segunda mais populosa da cidade e a mais periférica, com forte influência do Distrito Industrial no econômico e evangélica no social. Soma-se a recessão de 2015/16 ao fator evangelico e temos a resposta para sua guinada à direita, movimento que segue se expandindo com os resultados de 2026.
A Metade Sul do RS é a região mais empobrecida do estado. Desde 2014, vota de forma significativamente mais favorável ao PT que o restante do estado, porém Flávio Bolsonaro conseguiu uma virada sólida por lá.
Os bairros periféricos e populares de Maceió formam uma das periferias mais conservadoras não só do Nordeste, mas de todo o Brasil. A única grande excessão foi 2014, onde Dilma varreu as capitais nordestinas. Em 2026, Flávio conseguiu reforçar a já sólida votação de seu pai na região.
A Baixada Fluminense é a grande vitrine das viradas de 180 graus no país: de bastião brizolista/petista ao bolsonarismo predominante. Em 2026, na contramão da capital e de Niterói, o comparecimento subiu em relação a 2022, movimento que beneficiou Flávio Bolsonaro.
Fechando Natal, temos aqui o resultado na Zona Norte da capital, onde predominam grandes loteamentos populares. A região, bastante populosa, tem um padrão de voto ligeiramente à esquerda da capital, mantido agora em 2026.
A Zona Central de Natal abriga tanto bairros nobres, como o Tirol, quanto bairros populares e favelas que são redutos históricos do PT. Flávio obteve uma ligeira melhora na região.
A Zona Sul da capital potiguar tem um comportamento eleitoral bastante interessante: abriga bairros de classe média influenciados pela UFRN, e apesar da grande virada de Dilma em Natal, a região ficou estável em 2014. Desempenhos muito parecidos de Flávio e Jair Bolsonaro.
A Zona Oeste de Natal abriga bairros de perfil predominantemente popular. Após uma vitória de Serra em 2010, candidatos antipetistas nunca voltaram a vencer no segundo turno. Flávio, no entanto, melhorou de forma expressiva seu desempenho na região.
Nos bairros centrais de Belém, tradicionalmente a região mais conservadora da cidade, Lula conseguiu uma virada em 2026. Belém foi uma das capitais que mais andou pra esquerda desde a eleição de Lula em 2022.
A Zona Sul de Campinas, que abriga grandes distritos periféricos, era mais petista que a periferia da própria capital paulista. Desde 2018, no entanto, a região se direitizou com força, ao contrário de sua equivalente paulistana.
A Zona Sul de João Pessoa, que abriga grandes bairros populares da capital paraibana, era um sólido bastião vermelho até 2014. Desde então, tem se comportado de forma muito mais equilibrada nas urnas, com Lula vencendo por pouco em 2022 e 2026.
Desde 2006, na maioria das eleições, a Grande Porto Alegre tem dado cerca de 52-53% dos votos para o candidato antipetista, porém com mapas bastante variados. A exceção maior foi 2018, com 2026 caminhando para algo similar, porém um pouco mais tímido.
Na Serra Gaúcha, uma das regiões mais conservadoras de todo o país, Flávio Bolsonaro também se saiu melhor que o pai, apesar de menos do que em regiões mais petistas do RS.

















