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Por favor, ame-me.
Ame-me como se eu fosse o próprio ar que sustenta seus pulmões, como se cada respiração sua dependesse da minha presença. Dependa de mim. Chore por mim. Suplique pela minha permanência quando eu ameaçar partir.
Eu lhe imploro, ame-me.
Você diz que, um dia, conseguirei alcançar a morte. O que espera que eu sinta ao ouvir isso? Devo encarar suas palavras como um incentivo? Sinceramente, mãe, não sei como reagir ao ouvir você falar da minha morte como se fosse um destino inevitável.
Você não é nada além de um reflexo das opiniões alheias. Acredita naquilo que seus amigos dizem acreditar, adota suas convicções sem questioná-las e chama isso de pensamento próprio. Você não possui sequer a coragem de construir suas próprias opiniões. Você me enoja.
Apenas você conhece o meu lado mais vulnerável. Por isso, peço-lhe, abrace-me e, por favor, não me solte jamais. Eu imploro.
Até onde você iria por mim? Por favor, diga-me. Quero saber até onde você estaria disposta a chegar. Deixe-me testar seus limites.
Em algum dia qualquer, nada mais poderá me alcançar. Será definitivo, silencioso, profundo, preciso e inevitável. Então, finalmente, encontrarei a paz que tanto procurei.











