Página 1 do livro Alpha - Metafísica de Aristóteles.
E começamos 🫡
Vou ler o Alpha e Gama (que são o mínimo p/ filosofia medieval) depois voltar ao livro de introdução. Depois volto ao metafísica pra uma leitura integral mais rápida (mas ainda cuidadosa) e em algum momento faço uma leitura mais aprofundada.
Respira e mergulha.
Finalizado.
Descartes pode enganar. É um filósofo que parece fácil porque ele, no intuito de persuadir, se utiliza de uma linguagem comum.
Mas seu objetivo é enorme. Eu cheguei a postar aqui um trecho da obra onde ele dizia querer “reformar” o pensamento filosófico e até o intitulei como “filósofo reformista”. Não poderia estar mais enganado.
Descartes tem como objetivo pôr abaixo o edifício filosófico que, segundo ele, teria sido construído encima de uma base de areia. O que ele quer é refundar a filosofia que à época operava por bases (físicas, metafísicas e éticas) Aristotélicas por uma nova, demonstrada à maneira dos geômetras, a filosofia Cartesiana.
Para isso ele introduz a dúvida metódica atacando os sentidos m, o que o conduz ao solipsismo.
Penso, logo existo. Cogito ergo sum.
A primeira coisa que consegue provar é a existência de si como “coisa pensante” (res cogitans) e para sair de si mesmo e provar o mundo externo (e o corpo) ele precisa provar Deus, e o faz duas vezes.
É um livro curto, de leitura fluida mas que detém um pensamento lógico muito forte e também muito conteúdo em cada proposição e pressupõe também que você conhece a base aristotélica que mencionei acima.
Um cânone da filosofia que deve compor nossa formação.
Na economia existe uma noção de “homo economicus”. O liberalismo econômico é o que de mais tosco surgiu do liberalismo clássico justamente porque parte dessa premissa, de que o ser humano é puramente racional, egoísta e age de modo a maximizar sua riqueza. Esse sujeito simplesmente não existe, ao contrário, o que predomina são pessoas como a do post abaixo. É assim que massa se comporta, de forma tribal e identitária.
Agora imagina um economista da Faria Lima lendo o post do Fernando. A grande maioria é tão limitada que opera pela noção de “homo economicus” 😂. É tão pueril que Kahneman (um psicólogo) ganhou Nobel de economia só por demonstrar isso.
E, acredite ou não, o Fernando aqui embaixo vê mais a realidade que esse economista, porque ele, pelo menos, através da ajuda do Renan, conseguiu entender o que o motiva a tomar sua decisão, enquanto o agente da Faria Lima PENSA que age por cálculo, ou seja, ele nem sabe o que não sabe.
O liberalismo iluminista se prova a cada dia mais decadente, que acredita na emancipação através da razão, que o indivíduo toma decisões com base em intelecção e que pode governar a si mesmo porque detém a luz natural.
Sobre a cartada de mestre de regravar Bete balanço nos termos da missão:
Gramsci estava certo: na impossibilidade da tomada do poder via revolução armada (hard power), o caminho deveria ser através de soft power e um dos maiores ativos de soft power é a produção cultural. Ela penetra fundo na alma do ser e reverbera entre gerações, criando símbolos e compondo identidade.
Dito isso, na Ilíada, as contendas mais épicas se davam sobre o cadáver dos heróis caídos. Aqueus e Troanos degladiavam-se para, uns defender, outros espoliarem os cadáveres. Obter a armadura de seu inimigo e usá-la é sinal de honra, bravura e mérito enquanto ter o corpo profanado, ridicularizado e destruído pelo seu inimigo e ser tomado por alguém superior (era sobre isso afinal) é desonra enorme.
Os maiores exemplos disso são as disputas pelo corpo de Pátroclo, exímio herói, assassinado por Heitor com ajuda de Apolo que levam diversos heróis notáveis a óbito. Sem contar o próprio corpo de Heitor que é levado amarrado até o acompamento dos Aqueus por Aquiles.
Logo, espoliarmos a (boa) cultura de nossos inimigos é duplo mérito:
1. Reconhecer o que é belo como verdadeiramente belo
2. Demonstrarmos poder ao espoliarmos
E isso fica claro no Reels que o @RenanSantosMBL grava, quando ele, não se preocupa em atacar Frejat, pelo contrário, o reconhece pela sua grandeza, mas o trata de forma condencente porque reconhece a impotência do perdedor.
Sigamos acumulando vitórias e espólios de guerra.
Imagina você ser jovem, de direita ou de esquerda, ver isso e não poder fazer parte porquê seu grupo ideológico é, ou moralista e promove uma estética tia de zap, ou pior ainda, a direita juliet ou porquê você brinca de ser revolucionário em DCE acadêmico...
Tem algo acontecendo. Talvez ontem entre para os livros de história.
A direita festiva se opõe esteticamente à estética carola e brega da “didireita” e começa a chamar a atenção de uma grande massa de pessoas que se diziam politizadas mas na verdade só tinham nojo da estética tia do zap e tio de c/ avatar de óculos no carro tirando selfie.
O movimento tem que ser cultural. Superado o nojo estético (bem fundamentado) abre-se uma possibilidade de se vislumbrar que só no missão existe um projeto de país que, podem procurar, não encontrarão alhures.
Talvez ontem entre para os livros de história. Tem algo acontecendo. A direita festiva se opõe esteticamente à estética carola e brega da “didireita” e começa a chamar a atenção de uma grande massa de pessoas que se diziam politizadas mas na verdade só tinham nojo da estética tia do zap e tio de c/ avatar de óculos no carro tirando selfie.
O movimento tem que ser cultural. Superado o nojo estético (bem fundamentado) abre-se uma possibilidade de se vislumbrar que só no missão existe um projeto de país que, podem procurar, não encontrarão alhures.
Na quarta meditação Descartes avalia a natureza do erro.
Na terceira meditação Descartes prova Deus através da adequação causal (a realidade objetiva de uma ideia/coisa necessita de uma causa com realidade formal igual ou superior) e do conhecimento de si mesmo como “coisa pensante” (res cogitans).
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Ora, se eu existo e me reconheço como imperfeito e limitado, consigo ter a ideia de uma coisa perfeita e ilimitada. Essa ideia seria a mais clara e distinta de todas, pois eu existo e algo precisa ter me criado (pois sou finito), sendo esse algo com mais ou igual realidade formal ou graus de ser.
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Posto isso, Deus sendo perfeito, nos deu o entendimento que, se usado corretamente, acredita Descartes, não nos conduziria ao erro. Também possuímos a liberdade/arbítrio ou a vontade, essa mais abrangente que o entendimento. O arbítrio seria pleno em nós assim como é pleno em Deus, portanto excede a capacidade do entendimento e, por esse transbordar, a ação ou julgamento mediada somente pela vontade, ou pela vontade maior que o entendimento, seria a fonte do erro.
Aprofundei um pouco na argumentação da terceira meditação só por esporte kkkk
Fotos da quinta meditação porque sumarizei o que entendi da quarta meditação nela e foi aí que tive a ideia de postar aqui 🤷🏻♂️
Eu avancei um pouco o argumento de Descartes e, embora pela mesma via, o extrapolei. O que está no texto é a prova da existência de Deus através da adequação causal MAS sobre a impossibilidade de uma substância finita (Descartes como res cogitans) ter uma ideia de uma substância infinita.
Segundo Descartes, a existência da ideia do infinito já demanda a existência de uma substância infinita para ser a causa adequada dessa ideia.
Terminei o Diálogo Parmênides, agora é partir para Metafísica, Alpha e Gama.
Um pouco na correria, ao contrário do que deve ser, mas é pré requisito pra filosofia medieval que já começamos….
É extrair o melhor que dá por agora e depois reler com calma, inclusive os comentários do Reale.
Dúvida sincera aos meus amigos que leem/estudam filosofia:
Quando leem/estudam filosofia, conseguem ficar horas e horas lendo? Ou leem aos poucos durante o dia?
Eu to lendo o diálogo Parmênides e consigo ficar uns 40 minutos direto, mas logo depois fico cansado e sinto que a paciência que é necessária pra ficar articulando o pensamento e refazendo o caminho lógico de Platão vai se esvaindo e julgo melhor parar.
O resultado são 2 páginas a cada 40 minutos de leitura e faço isso umas 3 ou 4x no dia…
Nada me tira da cabeça que que no diálogo “Parmênides”, às vezes, Sócrates metia o louco e respondia algo como “evidentemente” só pra deixar Parmênides continuar falando e não ser chatão.
Por dentro tava igual eu: “sei não, mas tbm não sei se entendi, então deixa ele falar…”
Desafio:
Sem pesquisar, da onde é esse livro?
Numa viagem passei em frente a uma casa que tinha uma pequena construção com uma série de livros para quem estivesse passando pegar.
Sem nem saber do que se tratava o livro peguei um de recordação daquele lugar.
(e até hoje não pesquisei kkkkk)
Não sei se ele é daquele país, mas deve ser kkkkk